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Assassinato e eleições: o que acontecerá no Equador?

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Quito (Prensa Latina) O que acontecerá com o processo eleitoral depois do assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio é a pergunta que hoje preocupa a todos no Equador.

Nesta quinta-feira, a presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint, assegurou que as eleições presidenciais e legislativas serão realizadas no dia 20 de agosto e, em vista dos últimos acontecimentos, a segurança será reforçada.

Entretanto, muitos analistas acreditam que a votação poderá ser adiada até que a segurança seja garantida no país sul-americano.

A esse respeito, o especialista eleitoral Fausto Camacho, em entrevista à Radio Pichincha, disse que está nas mãos do Conselho de Segurança do Estado decidir se o processo eleitoral deve ou não continuar nas datas estabelecidas.

No entanto, o artigo 112 do Código de Democracia do país andino estabelece que, se um candidato morrer ou estiver em uma situação de incapacidade física, mental ou legal comprovada, a organização ou aliança política que patrocina essa candidatura pode substituí-lo por outro candidato da mesma organização ou aliança política.

O assassinato de Villavicencio ocorreu menos de duas semanas antes das eleições, o que significa que, de acordo com os regulamentos, as cédulas que já foram impressas não podem ser modificadas.

Portanto, o CNE explicou que o Movimento Construye, ao qual a vítima pertencia, deve agora designar um novo candidato para substituir Villavicencio, e as cédulas já impressas serão usadas, com os votos dados ao candidato registrado anteriormente sendo contados para o novo candidato.

Em outras palavras, a fotografia e o nome de Villavicencio permanecerão na cédula.

Após o assassinato, o presidente Guillermo Lasso insinuou que o crime contra Villavicencio poderia ser uma tentativa de sabotar a votação, que ele havia antecipado ao aplicar o mecanismo de morte cruzada em maio.

Para o presidente equatoriano, não é coincidência que esse crime político, de natureza terrorista, tenha ocorrido apenas alguns dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, e ele agradeceu as expressões nacionais e internacionais de solidariedade.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, alguns chegaram a culpar o ex-presidente equatoriano Rafael Correa (2007-2017) e seus aliados pelo ocorrido, embora não haja provas de tal incriminação.

O assassinato busca deslegitimar uma eleição que a direita havia perdido, disse o economista e analista David Villamar em referência à possível vitória do movimento Revolução Cidadã (RC) de Correa nas urnas.

Enquanto isso, Alberto Montenegro, especialista em direito constitucional, disse que apenas um número limitado de pessoas poderia pensar que o Correísmo poderia estar por trás do que aconteceu.

Quem, com 44% dos votos, poderia desacreditar a si mesmo, sabendo que haveria certas pessoas sem cérebro que poderiam “responsabilizá-lo”, perguntou Montenegro.

As pesquisas apontavam Villavicencio em quarto ou quinto lugar entre os oito candidatos à presidência, enquanto a corrida está sendo liderada por Luisa González, candidata do movimento RC.

O ataque que ceifou a vida de Villavicencio ocorreu na noite de quarta-feira, no norte da capital equatoriana, quando ele saía de um comício de campanha e, ao entrar em uma van que o aguardava, foi baleado várias vezes na cabeça, segundo testemunhas.

Villavicencio, 59 anos, ex-jornalista e deputado, chefiava a comissão de supervisão parlamentar e, embora tenha negado nos últimos tempos, era muito próximo do presidente Lasso.

Leia texto original na íntegra.

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