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Putin, Novo Líder Mundial

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Foto Brasil 247

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, é o novo senhor da guerra.

Ganhou a batalha na Ucrânia, derrotando a Europa e os Estados Unidos, representados na OTAN.

Tentaram montar a Ucrânia como cabeça de ponte para invadir a Rússia num assalto geopolítico espetacular e instalar em Moscou um governo pro-ocidente subserviente.

Deu ruim.

A Europa perdeu feio e não quer dar o braço a torcer, enquanto os Estados Unidos negociam uma nova Pax internacional com o vencedor, Vladimir Putin.

Trump, pragmático, joga a Europa aos leões e negocia diretamente com quem é mais forte: Trump.

O presidente americano concluiu o óbvio: Putin é o novo poder, pelos seus feitos.

Não se sucumbiu ao cerco econômico ocidental e deu conta de derrotar a Otan dentro da Ucrânia.

É amplamente vitoriosa a bandeira de Putin: não permitir perder a Ucrânia para a União Europeia e, consequentemente, para os Estados, e ainda assegurar para a Rússia províncias ucranianas de maioria russa.

Nessa batalha, Putin está em aliança com a China, que, por enquanto, não está inserida no conflito mundial na Ucrânia entre as duas potências, mas, tacitamente, apoia os russos.

Putin somente pôde aguentar o cerco dos Estados Unidos e Europa para impor sanções à Rússia porque pode contar com o apoio estratégico dos chineses.

PUTIN FORTALECE ROTA DA SEDA

A economia russa se voltou no período de guerra para a Rota da Seda comandada por Xi Jinping em comércio bilateral cada vez mais intenso, enquanto a Europa perde poder no cenário global.

Moscou se livrou da Europa e se ligou à China, para dinamizar o capitalismo russo na Ásia seguindo o programa chinês da Rota da Seda.

Essa é a estratégia que Putin e Xi Jinping articulam para colocar em prática no BRICS, como a nova plataforma global competitiva com os Estados Unidos.

Trump entendeu o novo jogo das superpotências e se aproximou da Rússia na vã esperança de ver separadas Rússia e China, na geopolítica global.

O pragmatismo trumpista busca acomodação, porque as mudanças trumpistas no capitalismo estatal americano, a fim de transformá-lo em domínio privado das bigs techs, são nitroglicerina pura.

O protecionismo trumpista desata forças que o próprio Trump não tem condições de coordenar.

Enquanto reina a incerteza no mundo trumpista, segue firme a união econômica e armamentista China-Rússia.

Virou novo polo dinâmico do capitalismo mundial conduzido majoritariamente pelo capital chinês.

NOVO PODER GLOBAL

China e Rússia, na era pós-guerra da Ucrânia, estão no centro da divisão do poder econômico internacional para competir em igualdade de condições ou mesmo em superioridade com os Estados Unidos.

A Rússia, sob o comando nacionalista de Putin em aliança com o capitalismo socialista chinês, eis os novos poderes no cenário global dominado pela polarização desatada pela guerra na Ucrânia.

Donald Trump já escolheu o lado dele: negociar Nova Pax com Putin.

Jogou a Europa no mar.

A Europa deixa de ter interesse para Trump.

O presidente americano alia-se ao vencedor da guerra: Putin.

Realpolitik na veia.

Trump renunciou à obrigação imperialista de carregar a Europa nas costas, como pesado cabide de empregos.

Trump não quer financiar os derrotados na guerra.

Trump quer jogar com quem tem cartas na mesa.

Os europeus, como Zelenski que eles apoiaram, também, estão sem cartas.

Tende a ser sonho numa noite de verão o programa de rearmamento militar europeu orçado em 800 bilhões de euros para substituir a Otan, que perdeu importância sem o capital americano.

Quem vai financiar o perdedor?

AS CARTAS DE PUTIN

Putin dá as cartas: só assina a paz se a Ucrânia não for parte da União Europeia e se garantir para a Rússia as províncias ucranianas ocupadas por maioria russa.

A delimitação desses dois pontos por Putin representa a derrota da União Europeia, mas para Donald Trump vira oportunidade para aliar-se a Putin, abandonando os antigos aliados europeus.

Aos perdedores, as batatas!

A Europa, derrotada, está sem cartas para participar da nova divisão internacional do trabalho que está sendo desenhada para vigorar na fase pós-guerra na Ucrânia.

Os ucranianos ganham ou perdem com a nova Pax Rússia-Estados Unidos?

Será assunto para os ucranianos resolverem, democraticamente ou não.

O fato é que o comandante europeu predominante na fase pós-guerra ucraniana é Putin, o novo líder, unha e carne com Xi Jinping.

A Europa não aceita, por enquanto, a nova realidade, o concreto e o objetivo, sua incapacidade de sobreviver puxando os próprios cabelos.

É com Putin que Trump quer acertar como que os Estados Unidos participarão vantajosamente do butim.

O acesso às riquezas minerais ucranianas é o objetivo prático de Trump.

Ele não quer dividir esse butin com os europeus.

Ao contrário, ele joga ao mar a Europa, para estar ao lado do novo poder europeu, representado por Putin.

Pilatos Putin, diante de uma Europa derrotada, lava as mãos.

Como anteviu o historiador Moniz Bandeira, Putin é o novo Senhor Europa, em aliança com a China.

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