O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou, em telefonema ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, negociações diretas para o fim da guerra na Ucrânia.
O líder russo aceitou suspender os ataques ao sistema de energia ucraniano, mas frustrou o desejo de Trump por um cessar-fogo.
Putin apresentou uma extensa lista de condições para obter uma trégua duradoura que avance em direção à paz.
O presidente da Rússia não seria ingênuo de aceitar um cessar-fogo temporário que em nada lhe beneficiaria.
Ainda mais após a retomada dos ataques de Israel aos palestinos depois de um curto período de trégua.
O primeiro-ministro Benjamin “Bibi” Netanyahu colheu dividendos políticos, recebeu mais armas, recuperou as linhas logísticas e deu descanso aos soldados.
Além disso, mapeou os palestinos voltando a seus lares.
Feito isso, Israel retomou os ataques e já matou 400 palestinos e descartou entrar na segunda fase do acordo de paz.
O Hamas aceitou a breve trégua por necessidade.
Putin não precisa dar passo semelhante.
O exército da Rússia avança, a passos lentos, mas avança.
No território russo, os ucranianos estão sendo expulsos e – segundo Trump escreveu em letras maiúsculas em sua rede social – estão cercados pelas tropas russas.
A Putin, interessa solucionar o conflito, estabelecendo bases para uma convivência duradoura.
A Europa poderia ter um papel decisivo, mas sucumbe a líderes que fazem o jogo dos que desejam os conflitos permanentes.
Houvesse líderes sintonizados com os desejos de suas populações, os europeus poderiam contribuir para a paz e reatar as relações com a Rússia, ainda mais com Trump colhendo inimigos em todos os cantos com sua agressiva política externa.
Talvez o único saldo positivo do telefonema de Trump a Putin tenha sido a exposição de desejo mútuo de convivência pacífica e restaurar as relações bilaterais.
Isso, a Europa não consegue estabelecer.
Trump assumiu a Presidência dos EUA dizendo que alcançaria o fim do conflito na Ucrânia com 2 telefonemas; 1 já foi.
Resta o 2º telefonema para conseguir algum avanço, ou se arrisca a ouvir de Putin: “Você está demitido!”