A visita do presidente Lula à China, acompanhado por Gustavo Petro (Colômbia) e Gabriel Boric (Chile), marca um momento crucial da política externa brasileira:
- A busca por um novo posicionamento internacional;
- Mais autônomo, mais assertivo e comprometido com o desenvolvimento de longo prazo do país.
Mais do que acordos comerciais, está em jogo a construção de uma rota alternativa ao modelo de dependência que historicamente impediu o Brasil de realizar seu pleno potencial:
- A presença conjunta de líderes sul-americanos envia uma mensagem clara;
- É hora de o Sul Global tomar as rédeas de seu destino econômico.
A China, com sua força tecnológica, capacidade de investimento e experiência em planejamento de longo prazo, é um parceiro estratégico central nessa caminhada.
Mas, para que essa aproximação se converta em crescimento real e redução das desigualdades, é preciso agir em três frentes fundamentais:
- Reindustrialização regionalizada;
- Infraestrutura e conectividade;
- E investimento direto na vida das pessoas.
A China pode ser aliada na transferência de tecnologia e financiamento para a instalação de polos industriais em regiões historicamente marginalizadas no planejamento econômico integrado e mais amplo do país, como o Norte e o Nordeste, onde:
- Parques industriais integrados a universidades e centros de inovação podem gerar empregos qualificados;
- Atrair jovens e diversificar a base produtiva do país.
Por outro lado, parcerias com empresas chinesas na construção de ferrovias, portos, redes de internet de alta velocidade e energia limpa podem ser a chave para reduzir o denominado “custo Brasil” e conectar regiões afastadas dos grandes centros — sendo importante compreender:
- Que a infraestrutura não deve servir apenas ao mercado exportador;
- Mas também às populações que vivem às margens do progresso, destacadamente no que se refere ao transporte público.
O crescimento econômico precisa se traduzir em melhor qualidade de vida e Programas Sociais estarem articulados com Políticas Produtivas — como a integração entre o Bolsa Família e programas de microcrédito, capacitação e inclusão digital — fortalecidos com recursos oriundos de novos fluxos comerciais e parcerias internacionais:
- O combate à pobreza não pode ser apenas uma política compensatória;
- Mas uma estratégia de desenvolvimento, aliando soberania econômica e justiça social.
A aposta em uma política externa ativa e altiva não é um luxo ideológico, mas uma necessidade prática.
A nova geopolítica mundial exige que o Brasil diversifique suas relações e aproveite as oportunidades abertas pelo realinhamento global:
- O país precisa aproveitar o momento e converter esse novo ciclo diplomático em projetos estruturantes;
- E assim romper com o ciclo de crescimento excludente e desigual que marcou boa parte de sua história.
A retomada do protagonismo internacional deve ser espelho de um novo pacto nacional: um Brasil que cresce com o Povo, que inclui o Norte e o Nordeste no mapa do desenvolvimento — transformando riqueza em dignidade.
É essa a economia que vale a pena construir: com coragem política e alianças estratégicas, o Brasil pode finalmente escrever uma nova história de desenvolvimento com justiça, — e de protagonismo com dignidade para a sua população.