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O peso do passado no nosso futuro. Por Rodrigo Medeiros

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Em um artigo publicado na edição 225, de junho de 2025, na revista Piauí, Fernando de Barros e Silva trouxe elementos históricos para a nossa apreciação.

De acordo com o jornalista, “a sociedade brasileira sempre esteve marcada por sua dimensão agrária”.

Farei alguns breves comentários sobre o assunto.

Segundo Barros e Silva, “a despeito das alterações ocorridas desde a extinção da escravatura, continuam a ser importantes as bases agrárias da sociedade nacional”.

O encolhimento da indústria de transformação foi destacado em números apresentados, tendo em vista a reprimarização da pauta exportadora brasileira.

Conforme informou o jornalista, “entre 1980 e 2020, a participação dos produtos industrializados no PIB brasileiro recuou de 21,1% para 11,9%”.

O crescimento chinês e a relação da economia brasileira com esse parceiro comercial estão conectados com o processo de reprimarização brasileira.

O Brasil se prepara para sediar a trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática.

Nesse sentido, o jornalista afirmou que “a armadilha neoextrativista aprisiona um país como o Brasil entre a catástrofe climática em curso no Rio Grande do Sul e a chance de conter a extrema direita, que, retornando ao poder federal, aprofundará a exploração predatória de recursos naturais sem reservas nem obstáculos, utilizando plenamente os resultados em seu benefício político”.

As estatísticas mensais do emprego formal, do Novo Caged, revelam que o emprego celetista no Brasil apresentou um aumento em abril de 2025, registrando um saldo positivo de 257.528 postos de trabalho.

No acumulado do ano, o saldo positivo foi de 922.362 empregos.

O salário médio de admissão foi de R$ 2.251,81.

No Espírito Santo, o salário médio de admissão foi de R$ 2.070,91, sendo o mesmo menor do que a média do Sudeste.

A informalidade tornou-se crônica para 38% dos trabalhadores ocupados, segundo o IBGE, e a taxa composta de subutilização laboral esteve em 15,4%.

A avaliação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou para o fato de que, em abril, “o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.638,62 ou 5,03 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518,00”.

Barros e Silva, por sua vez, concluiu afirmando que “a impossibilidade de desistir do neoextrativismo significa que a direita sem medo já venceu, que seu programa é vitorioso”.

A nossa expectativa de futuro comum, de progresso, foi melhor no passado?

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