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Apesar da Disparidade na Capacidade de Investimentos: O Fluminense Fez História, Diante do “Espanto” Arrogante dos Europeus. Por Ricardo Guerra

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A conquista do Fluminense sobre a toda-poderosa Inter de Milão foi mais um marco histórico para o futebol brasileiro — e uma lição direta à arrogância de boa parte dos analistas europeus (e não só eles).

Diante do brilho tricolor, o que se viu em parte da imprensa internacional foi uma tentativa insistente de desqualificar o mérito da equipe brasileira.

Disseram que a Inter “jogou mal”, que “teve azar”, que “foi uma surpresa” — uma série de desculpas para minimizar o mérito da estratégia montada por Renato Gaúcho e sua leitura precisa do adversário:

  • Mas a verdade é simples — o Fluminense venceu porque foi melhor;
  • A entrega dos jogadores, a inteligência tática, a coragem de enfrentar de igual para igual um dos clubes mais ricos e estruturados da Europa — tudo isso fez a diferença.

O Fluminense venceu com mérito:

  • Estudou o rival, neutralizou suas principais armas, apostou na compactação, na marcação firme, na transição rápida e, acima de tudo, jogou com alma;
  • Não teve sorte — teve competência;
  • Não foi acidente — foi consequência de um trabalho vitorioso.

A postura de “espanto” de parte dos analistas europeus revela mais sobre seus próprios preconceitos do que sobre o jogo em campo:

  • Ignorar o valor da vitória tricolor é ignorar a verdadeira história do futebol — feita também, e muitas vezes principalmente, fora do eixo europeu;
  • Não é à toa que o Brasil é pentacampeão, a Argentina tricampeã e o Uruguai bicampeão do mundo.

É o velho eurocentrismo do futebol: quando um time sul-americano vence, é “zebra”; quando perde, é “natural”:

  • O talento, a tática e a superação dos nossos clubes raramente recebem o mesmo respeito dado aos times europeus;
  • Mesmo quando os vencemos.

Obrigado, Fluminense, por nos lembrar que o Brasil ainda sabe — e continua — a fazer História. Uma História que se impõe mesmo diante do preconceito disfarçado de análise.

Diante da arrogância de quem ainda se recusa a reconhecer a grandeza sul-americana no futebol, Renato deu uma aula de organização tática e mobilização de sua equipe para vencer:

  • Os jogadores, em campo, mostraram que a camisa tricolor carrega mais que cores;
  • Carrega história e uma identidade capaz de mobilizar a força necessária para lutar e nunca se render.

Enfim, o Fluminense venceu o jogo, o preconceito, o descrédito, e a lógica fria do dinheiro contra a paixão. E, ao fazer isso, lembrou ao mundo que no futebol — como na vida — não se pode subestimar valores que estão acima das questões financeiras, apesar de ser impossível deixar de considerar a sua importância.

Quando a alma entrou em campo, com maturidade, perspicácia e organização, nem mesmo os bilhões de euros foram capazes de segurar a História não só do Fluminense, mas do nosso País com o futebol.

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