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O espectro total da covardia: a extrema direita com Trump e a submissão brasileira. Por Heldo Siqueira

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Donald Trump anunciou que vai impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Sem dúvida é um baita golpe na economia do Brasil, ainda que não um nocaute.

E não é só protecionismo barato: é um jeito de dizer “meu país vem primeiro, os outros que se virem”.

E, nesse jogo, o Brasil claramente não tem lugar à mesa, só no meu cardápio.

Mas o mais absurdo não é nem a tarifa em si — é a reação da extrema-direita brasileira.

Em vez de se revoltar, eles aplaudem.

Ainda se reivindicam como coautores da ideia, só para agradar Trump e ganhar migalhas, como um possível indulto para seu líder. Não é política, é idolatria.

Não é estratégia, é submissão.

Isso tudo lembra muito as brigas de criança.

Quando crianças mais velhas brigam com as mais novas, com diferença de dois ou três anos, não é brincadeira — é covardia.

Quem é maior sabe da diferença e se aproveita.

Os adultos dizem: “não vale bater em quem é menor”.

Com razão.

Só que a covardia tem dois lados.

Tem quem bate nos mais fracos para se sentir poderoso e quem abaixa a cabeça para os mais fortes por medo.

O covarde é como um carcereiro inseguro: não tem controle de verdade, só faz o que mandam e cuida para que os mais fracos não fujam.

Não sabe quem deveria estar preso, só mantém a prisão funcionando para não acabar sendo o próximo na cela.

Esse tipo de gente vive sustentando um sistema que ele mesmo teme.

Oprime por medo, se protege na fraqueza dos outros e treme só de imaginar que tudo isso pode mudar.

É por isso que tantos preferem manter as coisas como estão — porque, no fundo, a dominação é o que dá a eles um falso senso de segurança.

Só que, assim como criança cresce, aprende e ganha força, os povos também evoluem.

A consciência nacional cresce, a coragem aparece e o medo vira indignação.

E quando isso acontece, não tem estrutura de opressão que resista por muito tempo.

O tarifaço de Trump é mais que um ataque comercial — é um teste de orgulho e soberania.

E a forma como a extrema-direita brasileira se comporta diante disso diz muito.

Não é patriotismo, é servilismo.

Não é proteção da pátria, é medo disfarçado.

É por isso que o Brasil precisa se levantar — com cabeça erguida, com união e com firmeza.

Porque rebeldia contra opressor não é birra.

É dignidade.

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