Impérios escolheram águias, falcões e outros predadores como emblemas para representar sua força e capacidade de dominação. Nós, fomos escolhidos pelas Araras.
Muito antes de ser chamada Brasil, esta terra se chamava Pindorama — a terra dos papagaios, como diziam os Tupis. E ainda hoje, nas cores vibrantes das Araras, o espírito de Pindorama resiste.
As Araras nos escolheram e isso diz tudo sobre o Brasil: assim como o Povo Brasileiro, elas representam um país que floresce.
A nossa força não tem a ver com conquista, mas sim com encantamento:
- Araras não caçam — semeiam;
- Araras não têm a pretensão de dominar, de se impor, simplesmente encantam.
Araras não usam o voo como um ato de guerra, mas apenas para exprimir celebração:
- Ao contrário das aves de rapina — que simbolizam o poder pela força;
- As Araras representam o poder da vida, da alegria que brota espontânea, em festa, em cada canto do Brasil.
Num mundo marcado pelas garras da rapinagem e pelas guerras, as Araras são um verdadeiro estandarte de liberdade e libertação.
Nos honra a simbologia das suas penas coloridas, dos seus voos largos e dos seus corações abertos — do seu espírito, que encanta aqueles que não pretendem se impor pelo medo, cuja inspiração provém da beleza, da amistosidade e do amor:
- Assim como as Araras, o Brasil não se eleva para atacar;
- O nosso voo é feito para encantar.
Com as Araras, o espírito de Pindorama continua vivo entre nós: na floresta, no Povo, nas cores e nos cantos. Com ele, o Brasil pode ser um País de beleza, e, novamente, também um País de justiça e de bem viver para todos que aqui habitam.
Enquanto houver Araras sobrevoando nossos céus, haverá esperança.
Da mesma forma que as Araras nos escolheram, cabe a nós escolher o Brasil que elas anunciam: um País que canta, encanta e cuida.
Voam as Araras e Pindorama floresce!
Ode aos psitacídeos por terem nos escolhidos. A simbologia desse ato não apenas nos orgulha — verdadeiramente nos representa: não somos rapina, somos canto, cor e festa.

