Sob a cartilha neoliberal, enquanto uns poucos acumulam fortunas sem nada produzir (rentismo), milhões de brasileiros produzem sem nada conseguir acumular.
O neoliberalismo (ver aqui, aqui, aqui, aqui aqui, aqui, aqui aqui e aqui), a engrenagem que alimenta o rentismo, enfraquece o Estado permitindo que a indústria seja relegada ao abandono e o capital especulativo passe a ditar as regras da economia:
- Um sistema feito sob medida para que a valorização do trabalho seja substituída pela adoração ao lucro fácil;
- E o futuro da juventude seja penhorado em nome de uma austeridade que só serve aos credores – o, fantasiosamente propalado, “deus mercado”.
Dessa forma, com o trabalho sendo desvalorizado e a indústria definhando, a possibilidade de realização de uma vida digna para as próximas gerações deixa de existir, antes mesmo delas começarem.
A promessa de um país justo, próspero e soberano é inviável sob as amarras da agenda neoliberal, e não restam dúvidas de que a luta contra o rentismo não é apenas uma opção ideológica — é uma necessidade de sobrevivência nacional.
O rentismo sufoca o crescimento, drena nossas riquezas e condena gerações ao atraso — promovendo um ciclo vicioso que não se rompe sozinho:
- É preciso coragem política e mobilização popular para o seu enfrentamento — e ter a clareza de que juros abusivos e austeridade não são política econômica;
- São ferramentas de dominação, contra a qual se faz necessário resgatar o valor do trabalho — investindo na reindustrialização e fortalecendo o Estado como indutor do desenvolvimento — em busca de garantir que a riqueza do Brasil sirva a quem aqui vive e trabalha, não a quem especula.
O momento é propício para que seja iniciada essa transição. E é justamente em meio às turbulências impostas pelo desespero estadunidense, diante da perda de sua hegemonia global, que surge a grande oportunidade para a estruturação de uma economia vibrante no Brasil — uma economia que possa dar garantias de uma vida digna a toda a nossa população.
Essa não é, portanto, apenas uma disputa econômica, mas também política e cultural:
- Possivelmente não haverá (tão breve) outra oportunidade tão favorável para direcionar o Brasil rumo à construção de um futuro soberano;
- E o futuro do Brasil não pode mais continuar a ser escrito pelos mesmos que, desde sempre, lucram com a nossa dependência.
Agir agora nos dá a possibilidade de construir um país que não se ajoelha diante de ninguém — e atua em favor do bem-estar econômico e social do seu Povo. Mas, para isso, é preciso instituir uma mobilização que una trabalhadores, empresários produtivos, movimentos sociais e a intelectualidade em torno de um projeto de país (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
A hora é de recuperar a confiança na capacidade do Povo Brasileiro de decidir o seu destino e construir a sua própria prosperidade. Romper com o fatalismo e dar um basta à financeirização, afirmando a possibilidade de se construir um Brasil soberano, justo e desenvolvido.
Quem se posicionar agora, crescerá. E quem ficar preso à lógica do rentismo, definhará.
Essa é a luta que precisamos travar pelo presente, mas, também, e principalmente pelo amanhã. Pelo Brasil que queremos deixar — não como herança de dívidas e de submissão, mas como legado de dignidade e independência de um País que produz, que distribui riqueza e que protege o futuro dos seus filhos.

