Durante décadas, venderam-nos o conto de fadas de que o Estado era um peso morto, que o mercado resolveria todos os problemas — e que, assim, a riqueza dos ricos “fluiria naturalmente” até os mais pobres.
Mentiram descaradamente!
O rentismo tomou conta da economia, a indústria foi destruída e os empregos de qualidade sumiram:
- No lugar da prosperidade prometida;
- Nos entregaram mais desigualdade.
Sob o modelo neoliberal, crise após crise, a “mão invisível” do capital se mostrou um punho de ferro contra trabalhadores e nações: e o que ficou escancarado é que sem um Estado forte e políticas públicas sólidas, qualquer país vira pó diante da primeira turbulência.
Mesmo fracassando na economia real, o neoliberalismo seguiu alimentando o imperialismo. E, exatamente por isso, esse império está desmoronando:
- Os velhos centros de poder já não ditam sozinhos as regras do jogo;
- Suas narrativas para controlar as economias periféricas perderam o brilho;
- E as recentes e desesperadas medidas dos EUA corroem de vez a suposta autoridade e credibilidade que acreditavam ter na ordenação da economia mundial.
O mundo mudou. O mito neoliberal ruiu. E o imperialismo cambaleia.
Rei morto, rei posto. Novos pólos estão emergindo, e países — antes tratados como submissos — agora negociam de igual para igual:
- Ergue-se, portanto, uma democracia econômica, baseada na reindustrialização e na valorização do trabalho;
- Onde a cooperação ganha espaço, a soberania volta à pauta e a economia real passa a ser discutida de forma mais paritária.
O momento é bastante oportuno e os nossos governantes estão aprendendo que não há mais espaço para submissão — que é hora de alavancar nossa economia de forma autônoma, soberana e altiva.
Soberania não se implora — se conquista.
Ou rompemos com o velho jogo, ou seguiremos como peões no tabuleiro alheio.

