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Bolsonarismo: Uma Doença Política e Moral Que Precisa Ser Superada. Por Ricardo Guerra

A Demência É Tamanha Que No Dia da Independência do Brasil, Imbecilizados, Os bolsonaristas Prestaram Reverência À Bandeira dos EUA

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O bolsonarismo é uma doença política e moral que distorce valores e compromete a razão:

  • Quem se diz patriota atua contra os interesses da própria pátria;
  • Quem se afirma cristão defende guerras, genocídios e a perseguição aos pobres;
  • E quem se apresenta como democrata prega a volta da ditadura.

O delírio é tamanho que até mesmo os mais pobres, vítimas de um sistema tributário absurdamente injusto, acabam se colocando contra a justa taxação dos mais ricos — defendendo privilégios que nunca terão.

O absurdo atingiu seu auge quando, no dia que se celebra a Independência do Brasil da Coroa Portuguesa, eles entusiasticamente estenderam e reverenciaram, na Avenida Paulista, a bandeira dos Estados Unidos – nada poderia simbolizar melhor a contradição, a submissão e o complexo de inferioridade do bolsonarismo:

  • Sendo muito importante compreender que esse movimento não nasceu do acaso, nem de meros improvisos de um político caricatural;
  • Ele é parte de um projeto internacional da extrema direita, que encontrou no Brasil terreno fértil para expandir sua agenda antidemocrática, privatista e autoritária, alimentando-se da ausência histórica do Estado nas periferias, da precarização da vida e da falta de políticas sólidas em educação, saúde, segurança e moradia;
  • Nesse vácuo, foram sendo criadas narrativas oportunistas e fáceis para promover discursos de ódio e a glorificação da violência, aproveitando-se, principalmente, dos exageros no debate identitário e no chamado wokeismo, que transformaram reivindicações legítimas por igualdade em caricaturas — oferecendo munição para justificar uma retórica conservadora e reacionária e impor uma agenda de violência baseada na pauta de costumes.

Foi nesse ambiente que se consolidou o casamento entre a agenda internacional da extrema direita e o populismo tosco e entreguista de Jair Bolsonaro: um deputado irrelevante, mas inescrupulosamente ganancioso, desprovido de empatia e de sentimento de pertencimento ao país, cuja família sempre esteve ligada ao submundo miliciano do Rio de Janeiro e ao crime organizado – portanto “apto” para pautar (a soldo pago em dólares) os interesses da extrema direita internacional no Brasil.

A história não perdoará esses entreguistas que propagam o ódio como política, promovem a confusão entre submissão e patriotismo e defendem mentiras que subtraem as riquezas do Brasil, espalhando-as como verdades. O grande desafio, porém, será garantir que nunca mais uma demência coletiva como essa tenha força suficiente para ameaçar a democracia brasileira.

Mais do que um fenômeno eleitoral, o bolsonarismo é um projeto internacional que, travestido de nacionalismo, nos torna profundamente submissos e subjugados por interesses externos. Superá-lo, portanto, exige:

  • Desmontar as mentiras que alimentam o projeto antinacional que ele representa;
  • Fortalecer educação e cultura para resgatar a consciência crítica;
  • Garantir firmeza do Estado na defesa da Constituição e das instituições;
  • Valorizar a vida acima do lucro e banir a opressão.

Enfim, o bolsonarismo não é apenas uma corrente política: é uma patologia social gestada intencionalmente – e que precisa ser superada para que o Brasil reencontre a verdade da democracia, da soberania e da justiça social:

  • Não vai ser uma tarefa simples – e muito menos realizar-se-á apenas com derrotas eleitorais;
  • Afinal, não se trata apenas de uma questão de divergência política, mas, sim, de divergência moral.  

O futuro do Brasil dependerá da nossa capacidade de curar as feridas abertas por essa corja de criminosos da mais baixa índole – crápulas e entreguistas de carteirinha – e reconstruir a política sobre bases de justiça, soberania e respeito à vida:

  • Resgatar essa parte da população brasileira que, sob esse “encanto” do mal, foi transformada em zumbis;
  • E idolatram torturadores, pagam dízimos para traficantes, milicianos, pedófilos e estupradores fantasiados de religiosos e fazem Pix para políticos bandidos e corruptos, mas abominam a legítima ação – na verdade obrigação – do Estado, e também a iniciativa de pessoas e o movimento de instituições de implementar programas sociais e realizar atividades no sentido de minimizar o sofrimento, a fome e miséria dos menos favorecidos.

Somente assim reencontraremos a verdadeira alma do país: livre, solidária, justa e democrática – para que jamais repitamos os erros de agora, e outros do passado.

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