Cadastre-se Grátis

Receba nossos conteúdos e eventos por e-mail.

Toni Garrido e o Niilismo da Testosterona.

Mais Lidos

O declínio do Ocidente não é apenas econômico ou geopolítico — é, sobretudo, identitário.

Um dos sintomas mais reveladores desse colapso é o que se pode chamar de “niilismo da testosterona”: uma pressão cultural que força o homem a ter vergonha de sua própria natureza.

Esse fenômeno não se limita a discursos acadêmicos ou políticas institucionais; ele invade até mesmo a arte e a memória coletiva.

O caso do cantor Toni Garrido é emblemático: após mais de vinte anos, ele decidiu alterar a letra de “Girassol”, um dos maiores sucessos do Cidade Negra, alegando que a canção era “hétero machista, top e horrível”.

Trata-se de um gesto que vai além da autocrítica — é um ato de submissão a uma lógica punitiva que criminaliza a masculinidade tradicional, transformando até mesmo metáforas poéticas em crimes de pensamento.

Essa autocensura não é apenas um sinal de fraqueza pessoal; é também um desrespeito profundo aos fãs e aos colegas de composição.

“Girassol” foi escrita em outro tempo, com outra sensibilidade, e fazia parte de um imaginário romântico compartilhado por milhões.

Ao reescrever a letra sob a acusação de “machismo tóxico”, Garrido não apenas apaga a história, mas entrega-se à narrativa de que ser homem — especialmente um homem que corteja, deseja ou protege — é, em si, algo suspeito.

Esse é o cerne do niilismo contemporâneo: não corrigir excessos, mas negar a própria essência.

E, no processo, sacrifica-se a autenticidade artística em nome de uma conformidade ideológica passageira, banal e perversa.

Esse mesmo espírito de negação se estende ao plano geopolítico.

Enquanto homens como Garrido são pressionados a renegar sua identidade, países que buscam soberania — como Rússia e China — são sistematicamente demonizados.

Há mais de quarenta anos, a mídia ocidental insiste que a China está à beira do colapso econômico, uma narrativa recorrente que ignora o fato de que Pequim se tornou a segunda maior economia do mundo.

Da mesma forma, a Rússia é pintada como uma ameaça expansionista, embora tenha sido a OTAN — e não Moscou — que avançou militarmente até suas fronteiras.

Esses “inimigos” são fabricados não por evidências, mas por conveniência: servem para justificar guerras, sanções e a transferência contínua de riqueza para os cofres da indústria bélica.

A indústria das armas, aliás, não se contenta em vender munição — ela vende medo, e para isso precisa de fantasmas.

As armas de destruição em massa no Iraque, as armas químicas na Líbia, a “iminente invasão russa” de países que sequer fazem fronteira com ela: todas essas narrativas foram e são usadas para esvaziar tesouros nacionais e impor uma agenda neoliberal que desindustrializa nações e as transforma em mercados cativos.

Paralelamente, essa mesma agenda promove uma engenharia social que ataca a infância, sexualiza precocemente as crianças e impõe nas forças armadas ocidentais políticas que priorizam identidade sobre eficácia operacional.

O resultado é uma civilização que se corrói por dentro, incapaz de defender seus valores porque já os renegou.

O caso de Toni Garrido, portanto, não é um episódio isolado, mas um microcosmo de uma crise civilizacional.

Quando um artista sente vergonha de sua própria obra por ter sido “muito homem”, algo está profundamente errado.

Defender a masculinidade não significa glorificar a violência ou a dominação — significa resgatar a dignidade do homem que trabalha, protege, ama e cria.

Assim como é necessário resistir à demonização de nações soberanas, é urgente matar os fantasmas que alimentam essa indústria do medo e da culpa.

O Ocidente não será salvo por mais autocrítica, mas por coragem: coragem de ser quem é, de lembrar quem foi, e de recusar as falsas redenções impostas por quem lucra com a autodestruição alheia.

“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino.

Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.”
(1 Coríntios 13:11)

Comente neste link:
https://x.com/wcalasanssuecia/status/1975819137793339898

Artigos Relacionados

Glauber Fortalece Pauta De Esquerda No Congresso

Foto Rede 98 Fortalece a democracia e as pautas de esquerda, comprometidas com o desenvolvimentismo tocado pelo presidente Lula com valorização do social relativamente...

Comentários Sobre Conjuntura Internacional, por Marcelo Zero

Essequibo i. Dizer que a questão de Essequibo é uma agenda de Maduro ou do chavismo seria a mesma coisa que afirmar que a questão...

Manifesto Paraíso Brasil

Paraíso Brasil é movimento coletivo, vivencial e de conhecimento. Se refere à experiência de cada pessoa no Brasil, e à coletividade desta experiência. A...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Em Alta!

Colunistas