A história demonstra, sem margens para dúvida, que nenhuma nação alcançou desenvolvimento humano, econômico e tecnológico sem a presença de um Estado forte — capaz de planejar, induzir e proteger o seu próprio destino.
O mito do “mercado autorregulador”, tão propagado pelas doutrinas neoliberais, jamais se confirmou na prática:
- Nenhum país ascendeu econômica e tecnologicamente entregando o destino de seu povo à lógica da livre concorrência ou ao apetite do capital privado;
- Basta olhar para a história recente para compreender que os pilares do desenvolvimento global repousam sobre a ação decisiva do Estado — o progresso humano, social e econômico de um Povo sempre depende da presença ativa, e estratégica de um governo soberano.
Nos Estados Unidos, tidos como símbolo do capitalismo liberal, o poder público sempre foi o grande impulsionador da economia:
- Desde o New Deal de Franklin Roosevelt até os maciços investimentos em ciência, infraestrutura e defesa, o Estado estadunidense planejou e financiou a base de sua supremacia tecnológica;
- Universidades públicas, agências estatais e o complexo industrial-militar deram origem às inovações que depois alimentaram o setor privado — da internet ao Vale do Silício.
Na China, o Estado é o centro da estratégia de desenvolvimento:
- A transição da pobreza à condição de segunda maior economia do mundo só foi possível graças à coordenação nacional conduzida pelo Partido Comunista — orientando investimentos, definindo prioridades industriais e regulando o capital estrangeiro segundo os interesses nacionais;
- O resultado é um país que combina crescimento econômico com avanços sociais sem precedentes na história contemporânea.
Na Rússia, a recuperação da soberania após o colapso da União Soviética também se deu pela reafirmação do papel estratégico do Estado em setores como energia, defesa e tecnologia:
- O fortalecimento estatal devolveu ao país protagonismo internacional e estabilidade interna;
- Demonstrando que o verdadeiro desenvolvimento exige controle sobre os próprios recursos e instrumentos de política econômica.
O mesmo ocorre na Europa, onde, apesar do discurso das “economias de mercado”, o Estado desempenha papel essencial:
- O modelo de bem-estar social europeu — com educação gratuita, saúde pública universal e redes de proteção trabalhista — é fruto direto da ação estatal;
- A social-democracia europeia compreendeu que o desenvolvimento não se mede apenas pelo PIB, mas pela qualidade de vida, pela igualdade de oportunidades e pela justiça social.
Em todos esses casos, o Estado não representa de forma alguma um obstáculo, conforme maliciosamente divulgam os propagadores da falaciosa ideologia neoliberal, mas, sim, o alicerce do progresso:
- Garantindo infraestrutura;
- Investindo em ciência e tecnologia;
- Regulando o mercado;
- Combatendo desigualdades;
- E assegurando direitos.
Na verdade, é justamente onde o Estado se omite e prevalece o poder do capital concentrado nas mãos de poucos— que a degradação social se aprofunda e a soberania nacional se desfaz.
A aposta na força do Estado, portanto, é uma questão de soberania:
- É a garantia que o fruto do trabalho sirva ao Povo;
- E não ao rentismo ou à especulação.
No Brasil, a reconstrução nacional (em curso sob o governo Lula) está sendo tomada sob essa compreensão fundamental. O Estado voltou a ser o agente central do desenvolvimento — e o novo PAC, a reindustrialização verde, a valorização do Salário Mínimo e o fortalecimento das políticas sociais recolocam o País em uma rota de crescimento com inclusão.
Em essência, há uma aposta no atual governo na força do Povo Brasileiro e na reafirmação de que somente um Estado ativo, planejador e comprometido com o interesse coletivo pode romper o ciclo de dependência e desigualdade que por décadas travou o nosso potencial de desenvolvimento econômico, humano e social.
No entanto, mais do que reconstruir o que foi destruído, o Brasil precisa recriar a si mesmo e reencontrar o sentido de sua própria existência como Nação:
- Um Estado forte, democrático e popular é o instrumento dessa nova travessia;
- É na força do Estado — e na esperança do Povo — que pulsa a alma de um País soberano, desenvolvido e profundamente humano.
Enfim, o Brasil está voltando a apostar no futuro como direito de todos e no progresso como uma conquista coletiva. Os pilares do Desenvolvimento Nacional dependem da ação decisiva do Estado e essa é uma tarefa que precisa transcender governos e partidos.

