Durante anos, a economia brasileira tem sido aprisionada por uma política voltada aos interesses do sistema financeiro, sob a qual:
- A alta artificial da taxa Selic drena recursos públicos;
- Trava investimentos produtivos;
- E transforma o Estado em refém dos detentores da dívida pública do País.
Enquanto isso, a indústria nacional segue continuamente definhando, a infraestrutura se degradando e milhões de brasileiros sendo empurrados à informalidade e ao desalento.
Isso não é obra do acaso:
- Há um claro projeto para perpetuar o Brasil na condição de economia dependente;
- E é necessária uma resposta urgente para enfrentar o longo ciclo de empobrecimento — decorrente dessa política.
Para isso, o Brasil precisa passar a apostar num modelo de nacionalismo econômico que possa transcender partidos e governos, cuja centralidade esteja na ideia de que o Estado deve servir ao Povo, não aos rentistas:
- Ou seja, o País precisa recolocar o desenvolvimento produtivo, a reindustrialização e o pleno emprego como metas centrais da política econômica;
- E entender que o crédito público, o investimento estatal e a valorização do trabalho são os verdadeiros motores da prosperidade nacional.
Enfim, depois de décadas submetido à lógica do rentismo e do capital especulativo, é preciso que começe a emergir no país uma nova consciência nacional baseada na compreensão de que soberania e desenvolvimento não se constroem pela submissão aos mercados, mas pela ação firme e planejadora do Estado.
Nenhum país se torna soberano apenas por suas riquezas:
- Apesar do Brasil ser uma potência em recursos naturais, energia, biodiversidade e capacidade humana, a sua soberania só será conquistada quando essas riquezas forem transformadas em bem-estar coletivo e progresso tecnológico;
- Uma transformação que jamais virá do “mercado”, mas, sim, de um Estado forte, capaz de planejar, investir e proteger o interesse nacional.
Defender um Estado ativo e soberano, portanto, significa defender a liberdade do Brasil frente à dominação financeira internacional. Para isso, a economia brasileira precisa voltar a ser produtiva, inclusiva e soberana:
- Colocar o trabalho acima da especulação;
- O investimento acima do lucro fácil;
- E o Povo acima dos privilégios de poucos.
Já passou da hora de o Estado ser recolocado no centro do projeto nacional, rompendo com o ciclo histórico em que o capital improdutivo dita as regras e o Brasil abdica de seu próprio destino.
O Brasil precisa voltar a pertencer aos brasileiros.
Um país verdadeiramente livre não é aquele que paga juros aos seus credores — mas aquele que investe em seu povo.

