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A Economia Precisa Voltar a Ser Produtiva e o Brasil Voltar a Pertencer aos Brasileiros. Por Ricardo Guerra

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Durante anos, a economia brasileira tem sido aprisionada por uma política voltada aos interesses do sistema financeiro, sob a qual:

  • A alta artificial da taxa Selic drena recursos públicos;
  • Trava investimentos produtivos;
  • E transforma o Estado em refém dos detentores da dívida pública do País.

Enquanto isso, a indústria nacional segue continuamente definhando, a infraestrutura se degradando e milhões de brasileiros sendo empurrados à informalidade e ao desalento.

Isso não é obra do acaso:

  • Há um claro projeto para perpetuar o Brasil na condição de economia dependente;
  • E é necessária uma resposta urgente para enfrentar o longo ciclo de empobrecimento — decorrente dessa política.

Para isso, o Brasil precisa passar a apostar num modelo de nacionalismo econômico que possa  transcender partidos e governos, cuja centralidade esteja na ideia de que o Estado deve servir ao Povo, não aos rentistas:

  • Ou seja, o País precisa recolocar o desenvolvimento produtivo, a reindustrialização e o pleno emprego como metas centrais da política econômica;
  • E entender que o crédito público, o investimento estatal e a valorização do trabalho são os verdadeiros motores da prosperidade nacional.

Enfim, depois de décadas submetido à lógica do rentismo e do capital especulativo, é preciso que começe a emergir no país uma nova consciência nacional baseada na compreensão de que soberania e desenvolvimento não se constroem pela submissão aos mercados, mas pela ação firme e planejadora do Estado.

Nenhum país se torna soberano apenas por suas riquezas:

  • Apesar do Brasil ser uma potência em recursos naturais, energia, biodiversidade e capacidade humana, a sua soberania só será conquistada quando essas riquezas forem transformadas em bem-estar coletivo e progresso tecnológico;
  • Uma transformação que jamais virá do “mercado”, mas, sim, de um Estado forte, capaz de planejar, investir e proteger o interesse nacional.

Defender um Estado ativo e soberano, portanto, significa defender a liberdade do Brasil frente à dominação financeira internacional. Para isso, a economia brasileira precisa voltar a ser produtiva, inclusiva e soberana:

  • Colocar o trabalho acima da especulação;
  • O investimento acima do lucro fácil;
  • E o Povo acima dos privilégios de poucos.

Já passou da hora de o Estado ser recolocado no centro do projeto nacional, rompendo com o ciclo histórico em que o capital improdutivo dita as regras e o Brasil abdica de seu próprio destino.

O Brasil precisa voltar a pertencer aos brasileiros.

Um país verdadeiramente livre não é aquele que paga juros aos seus credores — mas aquele que investe em seu povo.

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