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Exploração do Petróleo na Margem Equatorial e o Falso Ambientalismo Global. Por Ricardo Guerra

O Direito do Brasil de Decidir Sobre Seu Próprio Destino 

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O anúncio da exploração de petróleo pela Petrobrás no delta do Rio Amazonas recolocou o Brasil no centro do debate mundial sobre desenvolvimento, energia e meio ambiente.

A decisão do governo federal de autorizar a perfuração do bloco 59 — a cerca de 170 quilômetros da costa do Amapá — expõe, mais uma vez, a contradição entre o discurso ecológico internacional e o direito dos países em desenvolvimento de explorar suas próprias riquezas de forma soberana e sustentável.

Sendo importante dizer com clareza, não há país rico que tenha aberto mão de seus recursos naturais em nome de pregações “ambientalmente corretas” vindas de fora — nenhum:

  • Os Estados Unidos continuam expandindo a produção de petróleo e gás;
  • A Noruega, tida como exemplo de transição verde, financia seu bem-estar com receitas do petróleo do Mar do Norte;
  • E a União Europeia, que pressiona o Brasil com exigências ambientais, consome diariamente energia fóssil importada.

Por que, então, o Brasil seria o único a ser impedido de usar suas reservas estratégicas?

A resposta é simples: por trás do discurso pseudo ecológico há interesses econômicos e geopolíticos.

O que se apresenta como “preocupação ambiental” muitas vezes encobre a tentativa de limitar o avanço industrial, energético e tecnológico das nações emergentes:

  • Trata-se de uma nova forma de colonialismo – não mais pela força militar;
  • Mas pelo controle de narrativas e pelas amarras regulatórias impostas sob o manto da “sustentabilidade”.

Nesse contexto, com o objetivo de influenciar decisões internas, instituições como as ONGs (e outras que se apresentam como defensoras do meio ambiente) frequentemente atuam segundo agendas ditadas por potências econômicas que querem boicotar o desenvolvimento energético do Brasil.

Na verdade, setores e determinados governos estrangeiros pretendem mesmo é preservar o atual desequilíbrio global:

  • Mantendo o Brasil como mero  exportador de matérias-primas;
  • Impedindo o país de se tornar capaz de agregar valor às suas riquezas naturais e produzir tecnologia para disputar mercados de energia;
  • Inviabilizando, assim, a consolidação de uma matriz energética soberana que pode reduzir a dependência de importações e fortalecer o Estado brasileiro.

Portanto, mais do que uma questão energética, essa é uma disputa sobre a Soberania do Brasil e o direito de decidir sobre o seu próprio destino.

Não se trata de negar  que o desenvolvimento precisa ser sustentável. Mas sustentabilidade não significa paralisia:

  • Ela significa utilizar os recursos com responsabilidade;
  • Garantir compensações ambientais e preservar a biodiversidade;
  • E, ao mesmo tempo, assegurar que o Povo Brasileiro colha os frutos de suas riquezas.

O desafio do Brasil é justamente esse, não se curvar ao falso dilema entre progresso e preservação – podemos e devemos fazer ambos:

  • A Petrobrás tem domínio tecnológico para tanto;
  • E isso, aliado ao rigor dos órgãos ambientais e ao potencial de pesquisa científica nacional, permite que a exploração do petróleo do delta amazônico aconteça com segurança, transparência e benefício social.

Não é aceitável que potências que devastaram seus territórios e enriqueceram à custa da exploração planetária agora tentem impor barreiras morais e comerciais ao nosso desenvolvimento:

  • O verdadeiro compromisso ambiental do Brasil deve ser com seu Povo;
  • Garantir crescimento, empregos, infraestrutura e transição energética planejada;
  • E, de forma alguma, se submeter a discursos que servem de instrumento para a manutenção do mundo dividido entre os que mandam e os que obedecem.

O futuro verde do planeta não será construído com hipocrisia, mas com justiça, soberania e equilíbrio.

O Brasil é dono de uma das maiores biodiversidades e reservas energéticas do mundo e não pode aceitar ser espectador do próprio futuro.

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