A decisão de rebatizar a Eletrobrás como AXIA Energia é mais do que uma simples mudança de marca — é um ato simbólico de apagamento da Memória Nacional e de desvinculação de um Patrimônio Público da Identidade Brasileira.
Ao longo de décadas, a Eletrobrás foi sinônimo de energia, progresso e presença do Estado nas regiões mais distantes do País, levando eletricidade a milhões de lares e sustentando a Industrialização Nacional:
- Seu papel sempre ultrapassou o lucro;
- E a Empresa foi o braço energético do Projeto de Nação do Brasil.
Fundada em 1962, a Eletrobrás foi concebida como instrumento de Soberania, Integração e Desenvolvimento:
- Sob sua liderança, o Brasil construiu usinas como Itaipu, Tucuruí, Sobradinho, Xingó e Belo Monte;
- Verdadeiros marcos da engenharia e da capacidade do Estado Brasileiro de planejar e executar grandes projetos em nome do Povo.
Agora, após a privatização promovida em 2022, a nova direção da Empresa tenta apagar sua história e adotar um nome que poderia servir a qualquer corporação global, em qualquer lugar do mundo:
- “AXIA” — uma palavra grega escolhida para soar moderna e internacional — não carrega nenhuma conexão com o Brasil, com nossa língua, com o nosso Povo;
- E, menos ainda, com a memória construída ao longo dos mais de 60 anos de existência estratégica e vibrante da Empresa.
Essa mudança é um retrato da lógica neoliberal que transformou o Estado em refém do mercado, vendendo ativos estratégicos e entregando setores vitais da economia nacional a grupos privados e estrangeiros.
Não se trata apenas de estética: trata-se de poder.
A energia elétrica é infraestrutura essencial, base da Soberania Nacional e da capacidade de o País decidir seu próprio destino:
- Uma empresa como a Eletrobrás não pode estar submetida à lógica do lucro trimestral nem à volatilidade dos fundos de investimento;
- Ela é estratégica demais para ser tratada como uma commodity.
Essa mudança de nome simboliza algo muito maior: o afastamento da Eletrobrás do Projeto Nacional de Desenvolvimento.
O mais emblemático, é que isso acontece justamente num momento em que o Brasil precisa retomar o protagonismo do Estado como indutor da industrialização, da transição energética e da inclusão social, e quando se deveria estar encapando um movimento pela reestatização da Eletrobrás — não como um ato nostálgico, mas como uma exigência de Soberania.
O Brasil não pode abrir mão do controle de um setor que é, ao mesmo tempo, econômico, social e geopolítico:
- Afinal, o que está em jogo é a autonomia do País para planejar seu futuro energético;
- E garantir que a energia sirva ao Povo Brasileiro — não apenas aos acionistas.
A história já provou que nenhuma Nação se torna grande entregando seu destino ao capital estrangeiro. Um País que abre mão de suas empresas estratégicas abdica, junto com elas, de parte da sua própria Soberania. Portanto, mais do que indignação, é preciso mobilização para lutar contra tudo isso.
O Brasil precisa voltar a ser dono da sua energia, do seu futuro. A Eletrobrás é mais do que uma empresa, é um capítulo vivo da construção do Brasil Soberano, e cabe a todos nós garantir que esse capítulo não seja rasgado, mas retomado — com coragem, consciência e compromisso com as próximas gerações.
Podem até tentar apagar o nome da Eletrobrás, mas jamais apagarão o que a empresa representa na Consciência Nacional: um símbolo do Brasil que constrói, que integra e que acredita em si mesmo.
Lutar pela reestatização da Eletrobrás significa resgatar o poder do Estado sobre aquilo que é vital ao Desenvolvimento e à Dignidade do Povo Brasileiro.

