
Crédito,REUTERS/Aline Massuca
Legenda da foto,De acordo com jornalista e autor Rafael Soares, nos últimos anos o Comando Vermelho firmou alianças em outros Estados, ‘fagocitando’ facções locais.
Original em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgknnjgmrxo.amp
A terça-feira (28/10) foi marcada pela operação policial mais letal desde 1990 na região metropolitana do Rio, de acordo com levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF). Ao menos 64 pessoas morreram.
Movimentos de direitos humanos classificam a operação como chacina e questionam sua eficácia como política de segurança. O grande número de vítimas também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse “horrorizado” com a operação nas favelas.
Para o jornalista Rafael Soares, repórter especial do jornal O Globo que cobre há mais de uma década segurança pública e direitos humanos no Rio, muitas das peças que ajudam a explicar o contexto desta terça-feira traumática para a população não são novas nem surpreendentes.
Em entrevista à BBC News Brasil, Soares apontou algumas dessas peças.
Por exemplo, as mudanças envolvendo o Comando Vermelho, facção alvo da operação nos complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense.

