
Original em: https://hojepr.com/coluna-gennaro-roseira/
Respirar ar puro, ver e sentir as Araucárias iluminadas sob o Sol.
Comer pinhão assado, na chapa quente do fogão de lenha.
Beber o café coado na hora e comer um pedacinho de bolo de fubá.
Buscar na cocheira e arrear um cavalo dócil.
Cavalgar, entre o sobe e desce das escarpas verdejantes com a brisa leve soprando na face.
Pisar de mansinho no leito do riacho pleno de lambaris
Dividir, os espaços com os passarinhos a cantarem nas árvores.
Caminhar, sobre as trilhas, ruas e estradas de terra.
Regressar ao ponto de partida após a longa cavalgada.
Na Rota Tropeira de João de Camargo pelo Viamão até Sorocaba.
E na Dança Sincronizada com a Poesia da Resistente Congada onde o Rei português católico ainda vence, os Mouros protegido, por seus guerreiros afrodescendentes.
O Nosso Rei Miguel da Congada ainda é a melhor referência.
E ao entardecer teremos todos após o trabalho, o banho quente.
A sopa leve, o caldo verde e carne desfiada, com broa de milho.
A canjica doce e logo após o sono sob o acolchoado aquecido.
Desde a Fazenda Roseira que devolveu ao Cosmos algumas estrelas, estive, eu que não me chamo Raimundo, neste Vasto Mundo.
Desde o Cafundós paranaenses sei que a rústica e culta Lapa ainda pode ser uma Solução!

