
O ministro afirmou que o modelo paraguaio se baseia em uma parceria público-privada que “trabalha em conjunto”, permitindo que o setor privado cresça em um ambiente onde o Estado estabelece regras claras e favoráveis. Ele enfatizou que o Paraguai oferece atualmente uma carga tributária excepcionalmente baixa em comparação com a região: 10% de Imposto de Renda, 10% de IVA, 10% de Imposto de Renda Pessoa Física e 16,5% de contribuição previdenciária para empregadores, em comparação com países onde esse percentual se aproxima de 100%.
A este respeito, explicou que, ao contrário de outros países onde os benefícios se encontram exclusivamente nos parques industriais, o Paraguai oferece condições fiscais bastante competitivas para a instalação de novos polos de produção.
Oportunidades regionais
Em relação à localização estratégica do país, que o conecta a dois importantes países da região, o Ministro Giménez destacou que o Paraguai superou a visão de um mercado de apenas 6,5 milhões de habitantes. Ele enfatizou que, a partir de Ciudad del Este, uma empresa pode se conectar a São Paulo ou ao polo industrial de Manaus com prazos logísticos mais competitivos do que os de cidades estratégicas em países vizinhos. “O Paraguai está se posicionando como o centro industrial, logístico e comercial do Mercosul; não há dúvida disso”, afirmou.
Ele também destacou o crescente interesse de empresas da Colômbia, Peru e Equador, que veem o Paraguai como uma porta de entrada eficiente para os mercados do Cone Sul.
O ministro também lembrou o anúncio do presidente Peña sobre o projeto de integração do prefeito Otaño com Misiones e Santa Catarina, conectando-o por meio de uma rota direta aos portos de Itajaí, no Brasil. Segundo o ministro, esse projeto moldará o futuro da logística para toda a região e já despertou o interesse do governo de Santa Catarina, que busca se integrar a esse corredor devido ao seu potencial para impulsionar o comércio.

Novas leis visam impulsionar a indústria e as exportações.
O Ministro Giménez também destacou que o Presidente Santiago Peña promulgou três leis importantes este ano para incentivar o investimento. Uma delas foi uma atualização abrangente da Lei Maquila, que estava em vigor há 30 anos. A legislação atualizada mantém o sistema bem-sucedido que permite que indústrias voltadas para a exportação operem pagando apenas 1% sobre sua receita de exportação. Com a atualização, o sistema também incorpora a exportação de serviços, abrindo oportunidades para setores como a terceirização. Ele citou a Nestlé como exemplo, que estabeleceu seu centro global de serviços em Assunção, de onde presta suporte às suas operações em todo o mundo sob o modelo Maquila.
Outra medida fundamental foi a atualização da Lei 60/90, que complementa os incentivos para atrair mais indústrias e capital para o país, com foco especial nos setores de turismo e entretenimento. Por fim, ele mencionou a nova política da Assembleia Nacional que permitirá o desenvolvimento de uma indústria mais sofisticada, voltada para a montagem de eletrodomésticos que ostentarão o selo “Made in Paraguay”.
Fonte: Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai.

