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A China é um bom amigo e o que fez para ajudar o Brasil e faz para ajudar a Venezuela enquanto alguns vizinhos aplaudem os EUA? Por Luiz Carlos da Rocha

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Original em: https://x.com/rocha_lcr/status/2010325499784900805?s=46

Leia o fio até o fim: No tarifaço dos EUA contra o Brasil, Bolsonaro declarou que ele ia lá rastejando e resolvia com Trump, Tarcísio declarou que Lula “deveria dar alguma vitória para Trump”, Ratinho, Zema, Caiado fizeram o coro trombeteando que Lula deveria “ligar” para Trump. Foram submissos, patéticos, inúteis, diante de Trump. Alguns certamente tinham a expectativa de ver Lula ser humilhado como outros líderes que se expuseram com Trump, pois Eduardo Bolsonaro e uma malta de brasileiros autoexilados traiam o Brasil, envenenavam Trump. Como Lula adotou a postura altiva, soberana, de rejeição da submissão e adotou a estratégia de esperar, jogar parado: pediu para que a equipe econômica fizesse o levantamento de quais setores seriam impactados pelo tarifaço, em que volume, e determinou que fosse criado um programa de apoio financeiro a esses setores para reparar os danos, e orientou ao Itamaraty que iniciasse conversas com os EUA que levassem ao recuo de Trump e, ao mesmo tempo, buscasse novos mercados que absorvessem os produtos brasileiros. Como Trump não deu sinais de recuo apareceu que perguntasse qual era a utilidade do Brics: ouviu-se “o Brics não ajuda o Brasil!” Pois bem, no final a estratégia de Lula revelou-se um sucesso total: nenhum outro país enfrentou o tarifaço de Trump como o Brasil e China. Os críticos de Lula, traidores do Brasil, e a traição dos Bolsonaro fracassaram. Mas a ajuda do Brics e da China, em resposta aos lacaios que disseram que não ajudavam o Brasil, também veio prontamente. O BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) apoiou o Brasil diante das tarifas impostas pelo governo Trump, com as seguintes medidas concretas e importantes: – Declaração conjunta: Em julho de 2025, durante a cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, os líderes do bloco emitiram uma declaração conjunta criticando medidas protecionistas unilaterais e tarifas aplicadas de forma indiscriminada, sem citar diretamente os EUA. – Apoio ao multilateralismo: O BRICS reafirmou seu apoio a um sistema de comércio multilateral baseado em regras, equidade e inclusão, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) no centro das decisões. – Negociações bilaterais: Embora não haja uma negociação em bloco, os países do BRICS têm conduzido negociações com os EUA de forma separada, como China-EUA, Índia-EUA e Brasil-EUA. – Fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB): O NDB, presidido por Dilma Rousseff, anunciou que o financiamento de parte dos projetos em moeda nacional, sem o uso do dólar, o que pode reduzir a dependência do dólar americano. – Diversificação de moedas: O BRICS buscou fortalecer o uso de moedas nacionais no comércio exterior, o que pode reduzir a influência do dólar americano. Essas medidas demonstram o apoio do BRICS ao Brasil diante das políticas protecionistas dos EUA. A China apoiou os Brasil com os seguintes esforços: – manteve canais de comunicação abertos, buscando fortalecer a cooperação econômica e comercial. – Apoio na OMC: O Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar as tarifas impostas pelos EUA, contando com o apoio de outros países, incluindo a China. – Fortalecimento do Mercosul: O Brasil buscou fortalecer a integração regional com o Mercosul, incluindo a China como parceiro estratégico. – Diversificação de mercados: O Brasil buscou diversificar seus mercados de exportação, reduzindo a dependência dos EUA e aumentando a cooperação com a China. Portanto, Brics e China foram parceiros notáveis do Brasil durante a agressão do tarifaço de Trump. Agora, diante da agressão dos EUA na Venezuela, muito mais grave do que em relação ao Brasil, a China também age firme e duramente, mostrando-se um parceiro fundamental para todos os países que acreditam no multilateralismo como ferramenta para um mundo melhor e mais justo.

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