IA Diz O Que Fazer Em Relação A Ideia Alarmista(?) De Que O Brasil Pode Perder Itaipu. Por Redação Paraíso Brasil 

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A ideia de que o Brasil pode “perder Itaipu” ganhou força recentemente em textos e análises alarmistas. Embora a expressão seja exagerada do ponto de vista jurídico e institucional, o risco econômico e estratégico por trás dela é real.

O ChatGpt afirma que o que está em jogo não é a posse da usina, mas o fim de uma condição excepcional que garantiu ao Brasil, por décadas, energia abundante, barata e previsível — base silenciosa do crescimento industrial do país.

Desde 1973, o Tratado de Itaipu assegura que Brasil e Paraguai dividem igualmente a energia produzida. Como o Paraguai sempre consumiu pouco da sua parte, o Brasil se beneficiou de uma cláusula estratégica – o excedente paraguaio deveria ser vendido exclusivamente ao Brasil, a preço de custo, sem lógica de mercado:

  • Esse arranjo terminou, na prática, com a renegociação do Anexo C e com as novas regras que entram em vigor a partir de 2026;
  • E o Paraguai passa a ter liberdade para comercializar sua energia excedente, seja no mercado livre brasileiro, seja estimulando o consumo interno.

É justamente nesse contexto que surgem os riscos reais — não militares, mas econômicos e geopolíticos, esclarece a IA.

O Paraguai está agindo racionalmente — e o mundo mudou. A explosão do consumo energético global, puxada por data centers, inteligência artificial e processamento de dados em larga escala, criou uma demanda inédita por energia firme, contínua e confiável:

  • Hidrelétricas como Itaipu oferecem exatamente isso;
  • Não é coincidência que o Paraguai esteja se apresentando como polo atrativo para esse tipo de investimento.

Isso não significa que “os Estados Unidos tomaram Itaipu”, mas sim que a energia que antes fluía automaticamente para o Brasil agora pode ser usada internamente pelo Paraguai, reduzindo o excedente disponível.

O impacto para o Brasil é concreto: menos energia barata garantida e maior exposição ao despacho de termelétricas caras e poluentes, com reflexos diretos nas tarifas e na inflação.

O problema não é o Paraguai — é a dependência excessiva brasileira de um arranjo que não existe mais, cujo risco central é a segurança energética e soberania econômica.

O Brasil não corre risco de apagão imediato, mas enfrenta um cenário de maior vulnerabilidade estrutural: Em períodos de seca, crescimento econômico acelerado ou choque externo, a ausência de energia firme suficiente obriga o país a acionar termelétricas fósseis, encarecendo a conta de luz, pressionando a indústria e corroendo a competitividade nacional.

Em síntese, a soberania energética não se mede apenas pela posse de ativos, mas pela capacidade de garantir oferta estável, previsível e a preços razoáveis. E é exatamente isso que precisa ser observado.

O Brasil precisa se resguardar de forma séria e estrutural, construindo novas hidrelétricas, avançando em energia nuclear, diversificando matrizes energética…

O Brasil ainda possui enorme potencial hidrelétrico não plenamente aproveitado, especialmente fora dos grandes projetos do passado. É preciso:

  • Retomar a construção de usinas hidrelétricas estratégicas, inclusive de médio porte;
  • Priorizar projetos com reservatórios inteligentes, que funcionem como reguladores do sistema;
  • Integrar hidrelétricas com solar e eólica, usando a água como “bateria natural”.
  • Abrir mão da energia hidráulica por dogmatismo ambiental importado é um erro estratégico grave para um país continental como o Brasil.

Por outro lado, investir em energia nuclear não é opção, é necessidade. A energia nuclear é hoje a fonte mais estável de base, com emissão praticamente nula de carbono e funcionamento contínuo, independentemente de clima.

Concluir Angra III, portanto, é fundamental por vários motivos:

  • Garante energia firme para o Sudeste, coração industrial do país;
  • Reduz a dependência de termelétricas fósseis;
  • Preserva e desenvolve tecnologia nacional estratégica;
  • Reforça a soberania científica, industrial e energética do Brasil.

Além disso, países que lideram a transição energética real — e não apenas discursiva — estão expandindo ou retomando seus programas nucleares. O Brasil já domina o ciclo do combustível e possui um corpo técnico qualificado. Não concluir Angra III é um erro econômico e geopolítico.

É necessário também diversificar a matriz, mas sem ilusões. Energia Solar e eólica são importantes e devem crescer, mas não substituem a energia de base.

Ademais, o Brasil ainda precisa investir em armazenamento energético, modernização da transmissão, eficiência energética industrial e urbana: transição energética não é substituir uma fonte por outra, mas construir redundância e resiliência.

Concluindo, o fim da exclusividade em Itaipu exige maturidade diplomática e o Brasil deve integrar mercados regionais de energia, firmar contratos de longo prazo, oferecer condições para que grandes consumidores se instalem aqui, e não apenas nos países vizinhos: energia é poder — e quem abdica de planejá-la, abdica de soberania.

Enfim, Itaipu não acabou, o conforto acabou. O Brasil não está “perdendo Itaipu”, mas está perdendo a zona de conforto energético construída ao longo de 50 anos.

O mundo mudou, o Paraguai mudou, e a economia global entrou em uma era de competição feroz por energia firme. A resposta não é pânico, nem submissão, nem hostilidade diplomática. A resposta é planejamento de Estado, com hidrelétricas, energia nuclear, indústria nacional forte e soberania tecnológica.

Já que os nossos governantes não escutam as bases que os elegeram, ao menos poderiam consultar à IA e seguir seus conselhos. Quem sabe assim a Eletrobrás pode ser estatizada, os juros ficarem em patamar condizente com a Industrialização do país, e o risco de perder o controle da soberania energética do país não mais será pautado – como está acontecendo agora.

Quem não controla sua energia, não controla seu destino: simples assim.

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