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Fiesp culpa juros altos por tímido crescimento da indústria em 2025. Por Redação

Tarifas de Trump também afetaram produção da indústria; previsão é que cenário se mantenha em 2026 devido aos juros do BC.

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Indústria de máquinas (foto de José Paulo Lacerda, CNI)
Indústria de máquinas (foto de José Paulo Lacerda, CNI)

Original em: https://monitormercantil.com.br/fiesp-culpa-juros-altos-por-timido-crescimento-da-industria-em-2025/

A indústria brasileira apresentou crescimento limitado em 2025, pressionada pela alta taxa básica de juros (Selic) e pelas tarifas sobre produtos brasileiros impostas pelo governo dos Estados Unidos, avalia a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Em comunicado, a entidade alertou que a política monetária contracionista e as medidas de comércio exterior restringiram tanto a produção quanto as exportações do Brasil, maior economia e polo industrial da América Latina.

A Fiesp projetou que a indústria brasileira repetirá o crescimento de 0,6% em 2026 em função da continuidade da política monetária restritiva sinalizada pelo Banco Central, apesar da indicação de início do processo de flexibilização em março.

O comunicado da organização se refere aos dados anuais de produção industrial divulgados nesta terça-feira pelo IBGE, que apontam crescimento do setor de apenas 0,6% em 2025, com recuo de 1,2% de novembro para dezembro.

“O fraco desempenho da indústria ao longo de 2025 reflete o desafiador ambiente macroeconômico para o setor, marcado pela política monetária contracionista com taxa de 15% ao ano, bem como pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos”, analisou a Fiesp.

Em novembro de 2025, Trump suspendeu tarifas extraordinárias de 40% sobre quase 4 mil produtos brasileiros, mas manteve sobre muitos bens industriais.

Em relação ao impacto externo, a declaração da Fiesp enfatizou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos reduziram as exportações da indústria manufatureira para aquele mercado em 8,6% no segundo semestre de 2025, “o período de maior impacto das medidas”.

A entidade da indústria paulista acredita que algumas iniciativas do governo brasileiro “podem mitigar a desaceleração da atividade industrial”, incluindo a isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) para grande parte da classe trabalhadora, bem como a ampliação do programa habitacional Minha Casa Minha Vida e a aceleração do crédito para trabalhadores do setor privado.

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