Original em: https://monitormercantil.com.br/varejo-em-1-ano-ia-cobrara-seu-preco/
A entrada do varejo na inteligência artificial (IA) se dá em ritmo acelerado, em descompasso com a capacidade das empresas de organizarem governança, segurança e arquitetura. “Estamos vendo muitas empresas tentando sair na frente, mas deixando para trás peças essenciais”, afirmou Marcos Oliveira Pinto, gerente global de Engenharia de Software da Jitterbit, que acompanha diretamente operações de e-commerce de grandes varejistas no Brasil e na América Latina.
A maior parte do varejo ainda opera na lógica do “fazer primeiro, organizar depois”. Esse caminho, segundo Pinto, tem prazo curto para cobrar seu preço. “Eu diria que algo entre 12 e 18 meses. Acredito que, com certeza, em 12 meses já vamos começar a enfrentar um problema com a gestão e com a segurança disso”, projeta.
Com a facilidade de criação de agentes de IA dentro das áreas de negócio, e não apenas na TI, as empresas começam a acumular automações sem rastreabilidade, sem documentação e sem controle. Times diferentes criam agentes desconectados entre si, sem padrões e sem supervisão técnica. Em pouco tempo, ninguém sabe quantos agentes existem, que dados eles acessam, como interagem entre si ou que riscos representam, segundo a Jitterbit.
Apesar dos riscos, o potencial da IA para transformar operações varejistas é enorme. Há agentes especializados em análise de sentimento que já permitem identificar humor, frustração (enorme) e expectativas dos clientes.
Pinto esclarece que a adoção acelerada de IA não é uma opção, mas sim uma urgência competitiva. Porém, a falta de governança e de planejamento pode transformar essa corrida em um passivo operacional significativo, adverte.
Não pode ficar de fora
Muito do que é chamado de inteligência artificial no atendimento a clientes não passa de sistemas avançados de busca em bases de dados para fornecer informações padronizadas. Acontece que empresas não querem perder o hype da IA, o efeito de manada; e técnicos da área de tecnologia da informação não querem desagradar seus CEOs. Então, chame o robô de IA.
Errar é artificial
Advertência feita por uma empresa em seu chatbot: “Assistente de IA. Pode cometer erros.”
Errar é militar
As escolas cívico-militares em São Paulo começaram “mau”. Em Caçapava, Vale do Paraíba, monitores da PM escreveram “descançar” e “continêcia”.
Rápidas
Em 2025, a parceria entre o Lecadô e a Food To Save evitou o desperdício de mais de 14 toneladas de alimentos em perfeitas condições de consumo, impedindo a emissão de mais de 35 toneladas de CO₂ na atmosfera *** A Rede Windsor Hotéis apoia o espetáculo JOB, no Teatro TotalEnergies (Sala Adolpho Bloch), na Glória (RJ), após temporada em SP. Em cartaz até 22 de fevereiro, a peça tem os atores Bianca Bin e Edson Fieschi no elenco, sob a direção de Fernando Philbert *** O Shopping Metropolitano Barra realizará nesse sábado a 1ª edição do ano da Feira de Adoção Pet *** O III Festival Nacional de Curtas-Metragens Flávio Migliaccio está com as inscrições abertas até 13 de março. São aceitos curtas de ficção e documentários, entre 3 e 30 minutos, produzidos a partir de 2023.

x7wnfe
lwndoz