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Escândalo Nacional: BRB decisivo na eleição Distrital 2026. Por César Fonseca

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Nos próximos 180 dias, o Banco Regional de Brasília(BRB) vai se debruçar sobre uma reestruturação interna que apresentou ao Banco Central contendto três objetivos fundamentais: plano de atividade, plano de capital e propostas firmes que implicam em aportes financeiros, recapitalização, se for preciso; nesse terceiro ponto é que está o x da questão: o BRB levou um prejuízo de R$ 12 bilhões do total de R$ 16 bilhões que repassou ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, em pagamento de papeis podres, na avaliação do próprio mercado.
O Master adquiriu ativos por preço bem inferior ao que vendeu ao BRB e, ao final, não conseguiu rentabilidade para remunerar os papéis financeiros comprados na baixa e repassados na alta, supervalorizados; puro golpe.
Enquanto isso, teve como benefício acesso aos empréstimos consignados, em sua larga maioria, para operar o seu plano de abocanhar o banco estatal brasiliense, no qual os servidores e correntistas do Distrito Federal confiam suas poupanças.
No plano apresentado ao BC, o BRB diz que não há perigo de quebra da instituição financeira, dado que o GDF possui ativos da ordem de R$ 220 bilhões, como garantia contra possível bancarrota; ou seja, o GDF conta com o patrimônio do povo para ressarcir os prejudicados pelas falcatruais.
Tudo vai correr no debate na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, durante seis meses; no fim do primeiro semestre, portanto, o assunto político em destaque relevante, sob o olhar da população vigilante, no DF será Banco Master caloteiro do BRB, movimentando todos os partidos políticos com seus respectivos representantes em batalha eleitoral.
Tanto na Assembleia como no Congresso Nacional, as pressões da oposição se fazem, desde já, em favor de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI), na busca de investigações detalhadas sobre o que aconteceu e o que deverá resultar do trabalho desenvolvido pelo BRB para a sua recuperação com supervisão do Banco Central, que saiu chamuscado do processo, sob acusação de ter sido moroso, deixando o caso de arrastar, intervindo, apenas, quando a vaca já estava atolada no brejo.
Totalmente, inquietos e prontos para articulações de procrastinações, se sentirem que serão prejudicados, estão os atores em cena; são, certamente, políticos dos partidos dominantes no Congresso, em maioria conservadora de direita e ultradireita fascista, como beneficiários da ação de Daniel Vorcaro, presidente do Master, que negociou com o GDF o que o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, considerou maior fraude financeira da história brasileira.
Vorcado, em seu depoimento à PF, não deixou dúvida: sua estratégia era atuar com o aval do Fundo Garantidor de Crédito(FGC), bancado pelos bancos, com peso maior dos bancos públicos(BB e CEF), com ¼ do seu total, assegurando aos prejudicados, no mínimo, R$ 250 mil.
Vorcaro avançou, em todo o país, para obter, para o Master, os fundos de previdência de servidores, que contribuíram, vários deles, com mais de R$ 1 bilhão, em diversos estados da federação; se o FGC assegura retorno de, apenas, R$ 250 mil, para cada correntista lesado, conclui-se que não cobrirá os prejuízos dos fundos previdenciários, que sacaram bilhões para engordar a conta bancária do banqueiro caloteiro.
Não é à toa que o dono do Master atuou junto aos políticos, especialmente, do Centrão, para ampliar o limite de garantia do FGC, de R$ 250 mil para R$ 1 milhão; com isso, teria margem bem maior para seguir dando calote nos desavisados, com apoio da classe política, que se beneficiou, com os apoios financeiros em campanhas eleitorais.
As consequências do escândalo deverão ser fatais para o governador do DF, Ibaneis Rocha, que já preparava sua candidatura ao Senado, enquanto montava apoio para a vice, Celina Leão, substitui-lo, no Palácio do Buriti; o esquema governamental foi para o espaço, e isso deixa os concorrentes na maior expectativa.
Na oposição perfilam, segundo as articulações em andamento vários pretendentes ao cargo de governador: Ricardo Capelli(PSB); Leandro Grass(PB-PT); Leila do Vólei(PDT); Bia Kics(PL); Paula Belmonte(Cidadania); Izalci Lucas(PL); Fred Linhares(Republicanos) e Arruda(sem partido); Geraldo Magela(PT) etc; a raia está cheia, com todos de olho no desenrolar do mote eleitoral mais apetitoso para dos contendores candidatos ao Buriti.

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