Enquanto a China executa planos de 50 anos com a precisão de um relógio, o Brasil parece preso em um “pêndulo estéril”. A cada quatro anos, tentamos reinventar a roda, enquanto o verdadeiro poder não muda de mãos.
Por que não conseguimos ter um projeto de país como defendiam Celso Furtado e Conceição Tavares?
O Veto do Mercado: O “projeto de nação” foi substituído por “regras fiscais”. No Brasil, o Estado perdeu a soberania de investir.
O Pêndulo Estéril: A alternância de poder, que deveria ser um pilar democrático, tornou-se uma máquina de descontinuidade. Passamos dois anos desfazendo o governo anterior e dois anos fazendo campanha para o próximo. Resultado? Projetos de infraestrutura e tecnologia, que levam décadas, morrem no meio do caminho.
A Autonomia do Estado: A lição que vem do Oriente não é apenas sobre “centralização”, mas sobre quem manda em quem. Na China, o capital está subordinado ao projeto nacional. No Ocidente, o projeto nacional está ajoelhado perante o capital financeiro.
Será que é possível reconstruir o Brasil dentro das regras de um sistema que premia o rentismo e pune o desenvolvimento de longo prazo? Ou estamos apenas escolhendo quem vai administrar a nossa estagnação?
O que você acha? O problema é a falta de um “Líder” ou é o “Sistema” que foi desenhado para travar qualquer avanço soberano?
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