Original em: https://www.ultimahoraonline.com.br/noticia/brincando-de-like-a-dog-with-bones-2
A estabilidade global que vivemos nas últimas décadas é, na verdade, um equilíbrio precário mantido por uma elite transnacional que opera nos bastidores do poder político — o chamado Deep State. Este grupo, que consolidou sua arquitetura financeira ao longo de mais de dois séculos, enfrenta agora um “erro de sistema” que não pode mais ser corrigido com as ferramentas tradicionais. A questão não é mais se o sistema irá colapsar, mas como essa elite reagirá ao perder o controle.
Veneza -> Holanda -> Inglaterra: O cenário torna-se ainda mais sombrio ao constatarmos que, após décadas nas sombras, essa estrutura foi finalmente exposta, revelando uma rede que conecta desde dinastias bancárias como os Rothschilds, industriais como os Rockfellers, até o cerne da Coroa Britânica. Em uma declaração contemporânea que ecoou globalmente, o presidente russo Vladimir Putin afirmou categoricamente que ‘Tudo começou na Inglaterra’. No entanto, este mecanismo de domínio não é estático: ele é uma linhagem de controle que, embora tenha seu epicentro atual em Londres, já operou de forma idêntica através de potências anteriores como a Holanda e a República de Veneza, e outros sucessivamente, adaptando a mesma forma de submissão financeira a cada época.
A coesão desse Deep State não se baseia apenas em lucros, mas em um sistema secular de vínculos inquebráveis através da transgressão, uma tática que remonta ao radicalismo do Frankismo. Ao adotarem rituais de luxúria e quebra de tabus morais, esses grupos criam um pacto de silêncio entre os perpetradores, onde a depravação serve como cimento da união. O caso Epstein, longe de ser um evento isolado, é apenas a versão tecnológica de um método de chantagem e controle via inteligência que já derrubou governos e moldou a história, como nos escândalos arquitetados da década de 70 que culminaram na queda de Richard Nixon — hoje compreendida como uma operação de infiltração e ‘armação’ sistêmica. No entanto, na era da transparência digital e da quebra de monopólios de informação, esse modus operandi de chantagem ritualística enfrenta um colapso: a luz da consciência pública está tornando impossível que o sistema de sombras funcione em sua plenitude.
I. A Anatomia da Insolvência: O Castelo de Dívidas
O motor do domínio ocidental nos últimos 200 anos foi a criação de um sistema de Bancos Centrais privados que permite a emissão de moeda baseada em dívida. No entanto, esse modelo atingiu um limite matemático.
A Bolha de Tudo: Diferente das crises passadas, não estamos diante de uma bolha imobiliária ou tecnológica isolada. O sistema bancário ocidental está “alavancado demais” em todas as frentes. A dívida pública dos EUA, que ultrapassa os 34 trilhões de dólares, é apenas a ponta do iceberg. Abaixo dela, existe um mercado de derivativos estimado em ‘quatriliões’ de dólares — uma massa de “dinheiro imaginário” que não possui lastro em bens reais.
A Armadilha dos Juros: Para combater a inflação que eles mesmos criaram, os bancos centrais elevaram os juros. Mas aqui reside o paradoxo: juros altos tornam a dívida pública impagável e paralisam o sistema bancário que depende de dinheiro barato. Se baixarem os juros, a moeda derrete; se mantiverem altos, o sistema quebra por insolvência. Não há saída técnica indolor.
II. O Fator China: O “Cisne Negro” da Economia Real
Enquanto o Deep State ocidental se especializava na manipulação de ativos intangíveis e algoritmos financeiros, a China jogava outro jogo. A entrada de Pequim como potência global desequilibrou o tabuleiro de forma que o Ocidente não consegue mais ignorar.
Capital Físico vs. Capital Fictício: A elite ocidental desindustrializou suas nações em busca de lucros rápidos no setor financeiro, tornando-se dependente da produção externa. A China, por outro lado, focou em ativos tangíveis: industrialização tecnológica, infraestrutura, terras raras, tecnologia 5G e as maiores reservas de ouro físico do planeta.
O Fim do Privilégio Exorbitante: O sistema de controle ocidental depende da hegemonia do Dólar como moeda de reserva. Com a China liderando o bloco BRICS+ e criando sistemas de liquidação fora do controle ocidental (como o CIPS em oposição ao SWIFT), o Ocidente perde sua “arma de sanção”. Sem o monopólio do Petrodólar, a elite transnacional perde a capacidade de financiar seu estilo de vida e seu aparato militar às custas do resto do mundo.
III. O Dilema do “Osso”: A Estratégia do Caos ou do Reset
O título desta reportagem evoca a imagem de um cão que não larga o osso (like a dog with bones). Esta elite transnacional não admite a transição para um mundo multipolar onde ela não detenha a palavra final. Como o sistema financeiro está “alavancado demais” para ser corrigido de forma pacífica, as opções na mesa do Deep State tornam-se extremas.
O Grande Reset Tecnocrático: Uma das estratégias é a implosão controlada. Eles substituiriam o sistema atual por Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs). As big techs ocidentais comandam. Isso não resolveria a dívida, mas daria à elite um controle absoluto sobre o consumo individual, permitindo “deletar” o poder de compra de dissidentes e programar a economia de forma totalitária.
A Geopolítica do Incêndio: Quando o controle financeiro falha, o recurso histórico é a guerra. Uma conflagração global contra potências como o Irã, a China ou a Rússia serviria como a “cortina de fumaça” perfeita para um default (calote) geral. Sob o pretexto de uma economia de guerra, o Deep State poderia suspender direitos, zerar dívidas de forma arbitrária e redesenhar o sistema monetário sobre os escombros de um conflito mundial.
Para isso tudo, retóricas haverão ao montes, envolvendo até fanatismo religioso.
Conclusão
A mega elite ocidental está encurralada pela própria matemática que a enriqueceu. A China não é apenas um competidor comercial, é o catalisador que revela a nudez de um império financeiro baseado em dívidas impagáveis. A pergunta que assombra os mercados hoje não é sobre taxas de juros, mas sobre o caráter dessa elite: eles aceitarão o declínio e a divisão do poder, ou preferirão colocar fogo no mundo para garantir que, se eles não puderem ter o osso, ninguém mais tenha?
