Foto Agência Brasília
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O chefe do Buriti, Ibaneis Rocha, a cada dia atola mais os pés em areia movediça do escândalo Master-BRB. Sua negociação com o caloteiro do Master, Daniel Vorcaro, vai virando o mote eleitoral mais importante do ano, não, apenas, no Distrito Federal, mas, também, no plano nacional.
Assembleia Legislativa brasiliense e Congresso fervem, e se mostram em caminhos cruzados. Enquanto na Assembleia assiste-se união do centro-esquerda e da ultraesquerda(lulismo e bolsonarismo) contra o governador, de direita, no Congresso, onde muitos meteram o pé na jaca armada do banqueiro caloteiro, o esforço da maioria parlamentar é de proteger o banqueiro caloteiro.
Por exemplo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União Brasil), expoente do Centrão e aliado do governador do Amapá, junta suas forças com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta(Republicanos, PB), para tentarem esfriar o aço quente do Master, fervendo nos corredores do Legislativo, fazendo uma negociação espúria.
Ambos, porta-vozes do Centrão, querem derrubar o veto do presidente Lula ao projeto da Dosimetria, para livrar Bolsonaro, encarcerado na Papudinha, enquanto buscam jogar para debaixo do tapete a bomba BRB-Master, que estourou e os deixou em maus lençóis, pois suas bases aliadas em seus estados estão comprometidas com o fantasma Vorcaro
Está mais atual do que nunca a frase do golpista general Augusto Heleno, também, condenado, como seu ex-chefe, no Planalto, de que se gritar pega ladrão, no Centrão, não fica um meu irmão.
O Congresso, na sua versão semipresidencialista, dominado pela direita e ultradireita, está enrolado no escândalo; perdeu credibilidade total ao criar emendas parlamentares secretas para sustentar cruzadas eleitorais, de modo a dar as cartas no jogo político, escanteando o presidencialismo e deixando o Executivo como Rei da Inglaterra; nessa empreitada, teve que atolar, mais e mais, as quatro patas na lama.
GENI ELEITORAL
O escândalo do Banco Master se encaixa perfeitamente nesse contexto, evidenciando que a bancocracia da Faria Lima tem os políticos na mão ao financiar a tropa para estabelecer o status quo político atual.
Dessa forma, a eleição de 2026 estabelece características curiosas e bombásticas: o que interessa à direita e ultradireita no Congresso entra em choque com os interesses de ambas, na Assembleia Legislativa, do Distrito Federal.
No DF, convergem-se, espantosamente, os interesses da ultradireita bolsonarista com o centro-esquerda lulista, que, no plano nacional, estão e continuarão em choque na caminhada eleitoral.
O projeto de lei 2175/2026 que o governador do MDB, direita bolsonarista, encaminhou aos parlamentares brasilienses, objetivando levantar R$ 6,6 bilhões, para cobrir buraco financeiro do BRB junto ao Master, liquidado pelo Banco Central, é um colchão de retalho, juntando diversos patrimônios públicos para levantar grana a fim de servir de garantia ao Fundo Garantidor de Crédito(FGC).
A peça legislativa desconjuntada, encaminhada pelo presidente do BRB, Nelson de Sousa, mereceu críticas generalizadas da oposição, nesse momento, de perfil heterodoxo, pois une lulistas e bolsonaristas.
Foi para o espaço a caracterização de Ibaneis, como bolsonarista, que apoiou o golpe de 8 de janeiro de 2023.
Está isoladíssimo, virou Geni.

