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Por tarifas, Trump admite que EUA estão quebrados. Por Marcos de Oliveira

Para utilizar seção 122 da lei de 1974, Trump tem de admitir que os EUA estão quase quebrados, com graves problemas de pagamentos.

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Trump fala sobre tarifas, na Casa Branca, ao recorrer à seção 122 da Lei do Comércio de 1974
Trump fala sobre tarifas (foto Casa Branca)

Original em: https://monitormercantil.com.br/por-tarifas-trump-admite-que-eua-estao-quebrados/

Para introduzir uma tarifa global de 15% (ou 10%, como começou nesta terça-feira, a despeito do aviso na rede social) após a derrota do tarifaço na Suprema Corte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve de admitir que os EUA estão quase quebrados, à beira de uma catástrofe econômica.

Esse reconhecimento é base da seção 122 da Lei de Comércio de 1974 (19 U.S.C. 2132) para permitir a imposição de tarifas que “protejam” a economia estadunidense.

Nas palavras do próprio Trump, no ato em que anuncia a taxação de importações, “por vezes, os Estados Unidos enfrentam problemas fundamentais de pagamentos internacionais, como grandes e graves déficits na balança de pagamentos, uma depreciação iminente e significativa da sua moeda nos mercados cambiais ou um desequilíbrio na balança de pagamentos internacional. Esses problemas podem, entre outras coisas, comprometer a capacidade dos Estados Unidos de financiar seus gastos, corroer a confiança dos investidores na economia e perturbar os mercados financeiros”.

E segue: “Medidas especiais de importação para restringir as importações, como sobretaxas e quotas, são ferramentas essenciais para proteger a economia e a segurança nacional dos Estados Unidos e, em certas circunstâncias, são necessárias para lidar com problemas fundamentais de pagamentos internacionais.”

“Dada a gravidade dos problemas fundamentais de pagamentos internacionais e a importância das restrições à importação como ferramentas econômicas, de segurança nacional e de política externa, a legislação federal (…), autoriza o presidente a tomar medidas por meio de sobretaxas e outras restrições especiais à importação para lidar com problemas fundamentais de pagamentos internacionais.”

Segundo Trump, seus consultores “determinaram que uma sobretaxa de importação na forma de direitos ad valorem é necessária para lidar com os grandes e graves déficits da balança de pagamentos dos Estados Unidos”. E admite que nada mudou em 2025, a despeito do tarifaço: “O grande, persistente e grave déficit comercial anual de bens dos Estados Unidos cresceu mais de 40% somente nos últimos 5 anos, atingindo US$ 1,2 trilhão em 2024. Em 2025, o déficit comercial de bens dos Estados Unidos permaneceu em aproximadamente US$ 1,2 trilhão.”

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