Original em: https://monitormercantil.com.br/por-tarifas-trump-admite-que-eua-estao-quebrados/
Para introduzir uma tarifa global de 15% (ou 10%, como começou nesta terça-feira, a despeito do aviso na rede social) após a derrota do tarifaço na Suprema Corte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve de admitir que os EUA estão quase quebrados, à beira de uma catástrofe econômica.
Esse reconhecimento é base da seção 122 da Lei de Comércio de 1974 (19 U.S.C. 2132) para permitir a imposição de tarifas que “protejam” a economia estadunidense.
Nas palavras do próprio Trump, no ato em que anuncia a taxação de importações, “por vezes, os Estados Unidos enfrentam problemas fundamentais de pagamentos internacionais, como grandes e graves déficits na balança de pagamentos, uma depreciação iminente e significativa da sua moeda nos mercados cambiais ou um desequilíbrio na balança de pagamentos internacional. Esses problemas podem, entre outras coisas, comprometer a capacidade dos Estados Unidos de financiar seus gastos, corroer a confiança dos investidores na economia e perturbar os mercados financeiros”.
E segue: “Medidas especiais de importação para restringir as importações, como sobretaxas e quotas, são ferramentas essenciais para proteger a economia e a segurança nacional dos Estados Unidos e, em certas circunstâncias, são necessárias para lidar com problemas fundamentais de pagamentos internacionais.”
“Dada a gravidade dos problemas fundamentais de pagamentos internacionais e a importância das restrições à importação como ferramentas econômicas, de segurança nacional e de política externa, a legislação federal (…), autoriza o presidente a tomar medidas por meio de sobretaxas e outras restrições especiais à importação para lidar com problemas fundamentais de pagamentos internacionais.”
Segundo Trump, seus consultores “determinaram que uma sobretaxa de importação na forma de direitos ad valorem é necessária para lidar com os grandes e graves déficits da balança de pagamentos dos Estados Unidos”. E admite que nada mudou em 2025, a despeito do tarifaço: “O grande, persistente e grave déficit comercial anual de bens dos Estados Unidos cresceu mais de 40% somente nos últimos 5 anos, atingindo US$ 1,2 trilhão em 2024. Em 2025, o déficit comercial de bens dos Estados Unidos permaneceu em aproximadamente US$ 1,2 trilhão.”


