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Trump detona industrialização brasileira. Por César Fonseca

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A politica econômica de Donald Trump de atacar déficit comercial americano para fortalecer a indústria nos Estados Unidos é a responsável principal pelo fato de o governo brasileiro aumentar impostos sobre produtos industrializados e partes, peças e componentes importados em nome da proteção do mercado interno.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia cobrança de impostos sobre cerca de 1.550 produtos manufaturados importados que afetarão produção e consumo devido ao movimento protecionista imperialista trumpista.
A politica de Trump desvaloriza o dólar e torna atrativa a importação das manufaturas industriais pelas economias periféricas.
Fica muito mais barato comprar um equipamento eletrônico ou partes e peças de uma cadeia produtiva do que fabricar o produto internamente.
O câmbio é decisivo nessas ocasiões.
Também, favorece combate a inflação.
Mas, em compensação inibe a produção das industrias locais e, claro a geração de empregos de qualidade, com maior valor agegado.
Sem dúvida, a estratégia econômica imperialista trumpista condena, por meio do dolar barato, o Brasil – e toda a América Latina – ao subdesenvolimento econômico capitalista periférico.
Enquanto isso, as exportações ficam baratas para os mercados internacionais.
Configura-se, dessa forma, prejuizo para balanço de pagamentos do país, já que se vende barato matérias primas e compra caro produto industrializado.
As relações de troca ficam deterioradas pelo jogo cambial, com desvantagem para a economia nacional como um todo, aprofundando, consequentemente, déficit nas contas correntes no balanço de pagamentos.
LEI IMPERIALISTA
Ademais, destaque-se que os produtos primários e semielaborados são isentos de pagamentos de impostos, graças à Lei Kandir, em vigor desde 1996, para favorecer exportação de alimentos, minerais, petróleo bruto etc.
Tal lei contribui, adicionalmente ao câmbio desvalorizado, para impedir a industrialização nos estados, que deixam de recber receitas do ICMS.
O Congresso, dominado pelos oligopólios, impede faz quase 30 anos a industrialização regional, para eternizar a Lei Kandir, imposta pelo Consenso de Washington, na Era FHC.
Sem as receitas tributárias decorrentes da isenção do ICMS, que inviabilizam industrializações regionais, estados e municípios se endividam interna e externamente, com aval do tesouro, pressionando deficit público e inflação.
O ciclo do subdesenvolvimento se prolonga, gerando desemprego e emagrecimento do mercado interno, afetado pelos baixos salários, que impedem aumento sustentavel do poder de compra da população.
Eis a dinâmica do subdesenvolvimento crônico que, agora, aprofunda-se com a politica imperialista trumpista.
O aumento de impostos nesse contexto de aprofundamento estrutural do subdesenvolvimento, imposto de fora para dentro pelo dólar barato, resultará em desequilíbrio macroeconômico.
Não combate deficit público e diante dos juros altos desestimula investimentos que acentua tendência à queda da taxa de lucro do capitalismo interno, fator antindustrializante.
Esse é o reinado da Doutrina Donroe que barra o desenvolvimento sustentável do Brasi e da América Latina, ameaçada pelo fascismo trumpista.
Haddad defende aumento do Imposto de Importação sobre 1,2 mil produtos para ‘proteger a produção nacional’

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