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Número de investidores no Tesouro Direto passa de 3,4 milhões. Por Marcos de Oliveira

Cadastrados são 34,5 milhões de investidores; aplicações em janeiro de 2026 alcançam R$ 12 bilhões e batem recorde no Tesouro Direto.

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App do Tesouro Direto (reprodução)
App do Tesouro Direto (reprodução)

Original em: https://monitormercantil.com.br/numero-de-investidores-no-tesouro-direto-passa-de-34-milhoes/

Os investimentos no Tesouro Direto atingiram R$ 12,02 bilhões em janeiro de 2026, maior valor da série histórica. Os resgates somaram R$ 7,14 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 4,88 bilhões. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,7% das operações de investimento no mês, sendo o valor médio por operação de R$ 9.207,33.

Em janeiro, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa que possibilita venda direta de títulos da dívida federais à população em geral, atingiu a marca de 3.454.385 pessoas, um aumento de 18.061 investidores no mês.

 

Em 12 meses, o aumento no número de investidores ativos foi de 14,7%. O número de investidores cadastrados no Tesouro Direto aumentou em 330.786, atingindo a marca de 34.587.727 pessoas, crescimento de 9,8% em relação a janeiro de 2025.

O grupo de títulos mais demandado pelos investidores foi o de títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic), que somou R$ 5,9 bilhões e correspondeu a 48,9% das vendas.

Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) totalizaram, em vendas, R$ 4,3 bilhões (36% do total), enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 1,8 bilhão em vendas (15,1% do total).

Destaque para os novos títulos Tesouro RendA+, com R$ 766,9 milhões em vendas, ou 6,4% do total, e Tesouro Educa+, com R$ 174,4 milhões em vendas, ou 1,5% do total.

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 5 a 10 anos, que alcançaram 40,6% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 19,5%, enquanto os títulos com vencimento de 1 a 5 anos corresponderam a 39,9% do total.

No mês, o estoque do Tesouro Direto fechou em R$ 220,2 bilhões, um aumento de 3,3% em relação ao mês anterior e de 37,8% sobre janeiro de 2025. Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque, somando R$ 111,4 bilhões, ou 50,6% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 83,8 bilhões (38%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 25,0 bilhões, com 11,4% do total.

Quanto ao perfil de vencimento dos títulos em estoque, a parcela com vencimento em até 1 ano é de R$ 26,2 bilhões (11,9%) em fins de janeiro. A parcela do estoque vincendo de 1 a 5 anos é de R$ 93,7 bilhões (42,6%) e o montante acima de 5 anos soma R$ 100,3 bilhões (45,5%).

Nas recompras (resgates antecipados) em janeiro de 2026, predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 2,4 bilhões (69,5%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) totalizaram R$ 738,8 milhões (21,1%), e os prefixados, R$ 330,4 milhões (9,4%).

Especialistas avaliam que investidores acostumados à caderneta de poupança estão trocando o investimento por outras aplicações, com destaque para o Tesouro Direto. Em janeiro de 2026, houve mais saques do que depósitos: as saídas superaram as entradas em R$ 23,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central.

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