Home Brasil Crime de guerra no Irã não será televisionado. Por Marcos de Oliveira

Crime de guerra no Irã não será televisionado. Por Marcos de Oliveira

Mídia ocidental esconde morte de ao menos 175 meninas em escola no Irã, o que é classificado como crime de guerra.

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Fumaça de explosões após ataques de EUA e Israel em Teerã, Irã
Ataques em Teerã, Irã (foto Xinhua)

Original em: https://monitormercantil.com.br/crime-de-guerra-no-ira-nao-sera-televisionado/

Na guerra, a primeira vítima é a verdade – esta frase é um dos primeiros clichês encaixados em análises feitas na mídia. Atualmente, a verdade pouca importa; a meta é conduzir a narrativa de modo a conquistar corações e mentes (ops, mais um clichê). A grande mídia ocidental faz isso com esmero, tarefa à qual a grande mídia instalada no Brasil se dedica com afinco capaz de fazer corar até blogs de extrema-direita estadunidenses.

Vejamos o caso do massacre de ao menos 175 crianças – meninas que estudavam em uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. O bombardeio, no sábado, que teria sido realizado pelas forças aéreas israelenses, foi ignorado ou escondido pela mídia. A fartura de vídeos e declarações de ONGs de direitos humanos sucumbiram a desmentidos emitidos pelos agressores.

Nesta segunda-feira, coube a um egrégio representante da mídia ocidental – o The New York Times – admitir o que já não dava mais para esconder: o bombardeio e as mortes são reais. E atacar escolas, hospitais e outras estruturas civis tem uma definição: crime de guerra.

Mesmo depois de chancelado pelo jornalão do establishment dos EUA, o massacre de crianças permanece escondido em páginas internas dos sites no Brasil – aqui, cabe sermos justos: a mídia lá fora faz o mesmo.

Se é incapaz de destacar um crime de guerra, imagine a mídia analisar com algum grau de isenção os motivos do ataque perpetrado pelos EUA e sua cabeça de ponte no Oriente Médio. Repete-se a ladainha das armas nucleares (alguém lembrou das inexistentes armas de destruição em massa do Iraque, 2003?) e ignora-se os interesses geopolíticos e econômicos, especialmente o objetivo de deter a expansão da China, consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio e – claro – o petróleo.

Mire-se no exemplo de Zimbábue, Lula!

O Zimbábue suspendeu, na semana passada, a exportação de minerais brutos e concentrados de lítio para promover o beneficiamento e maximizar a retenção de valor no país.

O ministro de Minas e Desenvolvimento Mineral, Polite Kambamura, afirmou em comunicado que a medida foi tomada no interesse nacional.

O país africano é dotado de abundantes recursos minerais, incluindo ouro, metais do grupo da platina, lítio e cromo, sendo que o setor de mineração desempenha um papel significativo na economia nacional. Empresas chinesas estão construindo fábricas de processamento no Zimbábue.

Rápidas

A Caixa Cultural RJ recebe, até 15 de março, a mostra inédita O Encantamento no Cinema de Alice Rohrwacher, que apresenta a obra completa da premiada cineasta italiana. A curadora da mostra, Raquel Gandra, oferece um curso nos dias 4, 5 e 6, às 13h30, abordando o contexto da produção da artista *** Sal e Brasa Grill Express realiza 8ª convenção de 45 unidades franqueadas de 11 a 13 de março no Hotel Catussaba, em Salvador *** De 9 a 12 de março, 150 estudantes participarão, em Barra do Piraí (RJ), do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica, etapa que selecionará as equipes que representarão o Brasil na XIX Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e na XVIII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), em 2026 *** A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro promove, entre 20 e 24 de abril de 2026, uma missão empresarial à Milano Design Week 2026.

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