Original em: https://monitormercantil.com.br/so-1-3-dos-motoristas-da-uber-contribui-para-previdencia/
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Uber entrevistaram quase 13 mil motoristas na América Latina e no Caribe, revelando um perfil predominantemente masculino, com cerca de 40 anos de idade e, em muitos casos, com formação universitária. Entre algumas descobertas e confirmações, a certeza de que os países da região estão contratando uma bomba nos regimes de previdência.
“Apenas um terço dos motoristas contribui para um sistema de previdência, e muitos não têm acesso estável a seguro saúde ou outros benefícios. O planejamento para a aposentadoria existe mais como uma intenção do que como uma realidade: embora muitos digam que pensam no futuro, poucos possuem mecanismos eficazes para garanti-lo”, revela a pesquisa “Navegando pela gig economy da América Latina: visões dos motoristas da Uber sobre necessidades, riscos e oportunidades”.
O relatório lembra que essa lacuna não é exclusiva dos trabalhadores de plataformas digitais. “Ela reflete um problema mais amplo na região: os sistemas de proteção social permanecem amplamente atrelados ao emprego formal e assalariado. Trabalhadores independentes, sejam motoristas, freelancers ou proprietários de pequenas empresas, são frequentemente deixados de lado.”
“As preocupações dos motoristas não se resumem à rígida reclassificação como empregados ou à gama completa de benefícios trabalhistas tradicionais. Suas preocupações são mais pragmáticas. Eles valorizam a independência, mas reconhecem os riscos associados à renda instável, doenças, acidentes e velhice”, relata o BID.
A pesquisa coletou respostas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, República Dominicana e México e revela outros dados dos motoristas da Uber, que veremos na coluna de amanhã.
Petróleo para a China
De acordo com a Administração Geral de Alfândegas da China (GAC), cinco países — Rússia, Arábia Saudita, Malásia, Iraque e Brasil — foram responsáveis por 62% das importações de petróleo bruto da China em 2025. Irã e Venezuela não aparecem na lista, talvez por conta das sanções impostas pelos EUA.


