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Vai ficando cada vez mais cristalino aos olhos da humanidade: petróleo é poder.
O mundo em chamas tem um motivo: petróleo.
Apesar dos avanços tecnológicos em todas as direções, sinalizando que o futuro viverá sem petróleo, o presente afirma: petróleo é a energia sem a qual o mundo pára.
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã em chamas atacado pelos Estados Unidos e Israel em dobradinha mortífera mostra o óbvio: o mundo está parando porque o canal pelo qual escoa 25% da produção mundial de petróleo está interrompido.
As torneiras do óleo negro no Oriente Médio estão se fechando.
Os mísseis iranianos chegam até elas, detonando-as e bloqueando o curso circulatório da energia que move a humanidade.
Desesperadamente, Trump, a serviço de Netanyahu, tenta destruir as bases militares no Irã, mas os iranianos diversificaram pelo país inteiro de mais de 90 milhões de habitantes tais bases, das quais disparam rumo as fontes de abastecimento nos países árabes que abastecem o ocidente.
Atarantado, o Ocidente, até então comandado pelos Estados Unidos, se divide, sem saber, realmente, o que fazer.
Donald Trump, o presidente louco, dá ordem unida à Europa, mas a União Europeia, desunida, desobedece a Washington, que a ameaça desde que o presidente americano assumiu o poder americano e aplicou o tarifaço, desorganizando a economia americana e mundial.
EUROPEUS ENDOIDECIDOS
Os europeus, forçados por Trump, não podem abandonar a Espanha, parte da alma europeia, sob risco de o velho continente se desmoronar.
Economicamente, ele já está se desmoronando, porque o gás que esquenta a alma europeia no frio está interrompido pelos iranianos no Estreito de Ormuz.
Os preços da energia subirão exponencialmente numa Europa desabastecida de petróleo e gás.
Os europeus cometeram o erro crasso de ficarem passivos diante dos Estados Unidos que detonaram os gasodutos que ligavam a Europa à Rússia, para abastecimento de petróleo e gás a custo baixo.
Burrice colossal.
Ficaram na dependência dos Estados Unidos, cujo abastecimento depende, em grande parte do Estreito de Ormuz, agora, interrompido, enquanto as empresas petrolíferas – capital americano – no golfo pérsico estão em chamas.
No Ocidente, a verdade está bloqueada pela mentira midiática que impede a população de saber que as bases do fornecimento da energia mundial estão em chamas.
Não há substituto imediato para o petróleo.
A realidade é hoje, é o petróleo, não está no amanhã, que projeta energia alternativa.
No longo prazo, como dizia Keynes, todos estaremos mortos.
ALTERNATIVA DO DESESPERO
O interrompimento do abastecimento impõe corrida às terras raras, onde estão as matérias primas que abastecem às baterias da energia elétrica que seriam, no futuro, a alternativa ao petróleo.
China e Brasil, detentores de terras raras, são, potencialmente, o novo poder mundial.
Mas o futuro da energia elétrica só é verdade em parte, não o suficiente para atender o agora, a demanda mundial, que está ameaçada pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz.
A pressão do Secretário de Guerra dos Estados Unidos de acelerar bombardeios ao Irã, às suas bases de misseis, virou o imperativo categórico kantiano.
Porém, a diversificação dessas bases de lançamento de foguetes no Irã, território continental, dificulta o grau de precisão requerido pelos Estados Unidos para apressar a destruição delas.
Enquanto isso, ardem, nos países árabes, aliados dos Estados Unidos e de Israel, as petroleiras, como a maior delas, na Arábia Saudita, quebrando-lhes as pernas.
As demais, nos diversos países da região, estão avariadas.
GUERRA SEM VENCEDOR
O desespero do Secretário de Guerra americano, expresso nesta quarta-feira, diz tudo: a guerra não tem vencedor.
Prolongá-la é estender a destruição econômica do mundo nas próximas horas, nos próximos dias, nos próximos meses, não se sabendo se, ao final de 2026, o colapso geral estará instalado, irremediavelmente.
É um novo 1929 exponencial planetário terrestre.
O curtíssimo prazo virou o horizonte desesperado do mundo nesta nova crise de abastecimento de petróleo interrompido pelo Irã no Estreito de Ormuz.
Não há como fugir do óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues: Trump levou o mundo ao caos, sem ainda estourar novas bombas atômicas.
No momento, a bomba atômica é o Estreito de Ormuz e os mísseis balísticos iranianos que detonam as petroleiras no golfo pérsico, interrompendo o abastecimento do verdadeiro poder mundial: o petróleo.
Xeque mate: bomba atômico no Estreito de Ormuz destrói tudo.
Nova Era de Pompeia em cena.

