Quando defendia reformas de base, Jango não tinha nada a ganhar pessoalmente – era fazendeiro que lutava pela reforma agrária, rico que defendia direitos trabalhistas, presidente que colocou o Brasil acima de seus próprios interesses de classe. Por isso foi perseguido.
O golpe de 1964 não foi contra um homem corrupto ou autoritário – foi contra alguém que ousou governar para o povo, não para o privilégio. Jango provou que política pode ser missão, não trampolim.
