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O ultimato de Trump e a realidade que ele desconhece. Por Mehr news agency

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Numa manobra ilegal que ultrapassa todas as normas internacionais, o Presidente dos Estados Unidos anunciou, ao estabelecer um prazo audacioso, que se a situação no Estreito de Ormuz não se alterar, a infraestrutura vital de eletricidade do Irão será alvo de ataques militares. Esta ameaça, que constitui claramente uma agressão e um crime de guerra contra um país independente e membro das Nações Unidas, é considerada um passo perigoso rumo à crescente insegurança no Médio Oriente.

A República Islâmica do Irã sempre demonstrou que, embora permaneça comprometida com a estabilidade regional, jamais se calará diante de ameaças e violações contra seus interesses nacionais. A resposta firme e oportuna do porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya a essa ameaça reflete uma realidade inegável: qualquer ataque à infraestrutura de combustíveis e energia do Irã será respondido com uma retaliação simétrica e inteligente, muitas vezes além das linhas vermelhas do inimigo. Este alerta estratégico enfatizou que, assim que as instalações vitais do país forem atacadas, toda a infraestrutura de energia, instalações de tecnologia da informação e usinas de dessalinização pertencentes aos Estados Unidos e ao regime sionista na região estarão ao alcance da resposta esmagadora do Irã.

Este confronto estabelece um novo equilíbrio estratégico nas equações regionais. Uma análise precisa deste alerta demonstra que a República Islâmica do Irã, valendo-se de suas capacidades internas e de seu poder de dissuasão inigualável, fez com que seus inimigos compreendessem que a era das ameaças unilaterais e da impunidade dos centros estratégicos do inimigo na região chegou ao fim.

Os Estados Unidos na Armadilha do Erro de Cálculo

A história demonstra que confiar em ameaças e prazos contra a nação iraniana sempre foi a opção menos eficaz. Se os Estados Unidos e seus aliados regionais acreditam que podem levar o país à ruína bombardeando suas instalações de infraestrutura, cometeram o maior erro estratégico de sua história recente. O Irã hoje figura entre as principais potências mundiais em termos de capacidade de defesa, inteligência no campo de batalha cibernético e poderio em drones e mísseis.

A realidade no terreno é que a infraestrutura dos Estados Unidos e do regime sionista na região é altamente vulnerável devido à sua dispersão e natureza não pública. Os países da região do Golfo Pérsico, alguns dos quais são, de uma forma ou de outra, conhecidos como bases ou parceiros estratégicos dos Estados Unidos, devem compreender que se tornarem uma plataforma para agressões contra o Irã os exporá a perdas irreparáveis. Grandes instalações de petróleo e gás, parques solares, centros de dados vitais e usinas de dessalinização que sustentam a vida econômica e os meios de subsistência de diversos países árabes estão todos ao alcance das armas precisas e avançadas do Irã.

Irã; Arquiteto da Dissuasão Ativa

Um dos pontos-chave na resposta do Irã é a inteligência na seleção de alvos. Declarar prontidão para atacar infraestruturas de “tecnologia da informação” demonstra a profundidade da transformação na estratégia de defesa iraniana. No mundo atual, paralisar redes de comunicação e centros de dados é muito mais prejudicial do que ataques convencionais. Ao demonstrar esse nível de prontidão, o Irã prova que, em guerra híbrida e cibernética, possui capacidades que podem perturbar fundamentalmente a economia digital e a gestão urbana do inimigo na região.

A República Islâmica do Irã sempre enfatizou o princípio da “segurança regional sustentável”, mas esse princípio não significa que arcará sozinha com o custo da estabilidade regional. Qualquer desestabilização por parte dos Estados Unidos equivale a jogar gasolina em um incêndio que também consumirá seus próprios aliados. A resposta do Irã à agressão não se limitará a um momento ou lugar específico, e o inimigo deve compreender que qualquer cálculo para uma guerra limitada e controlada com o Irã é uma ilusão perigosa.

Os Altos Custos da Guerra da Infraestrutura

Se os Estados Unidos repetirem seu erro de cálculo e cometerem tal crime, não apenas o Irã, mas todo o mercado global de energia enfrentará um choque sem precedentes. O Estreito de Ormuz, principal artéria energética do mundo, será o centro desse confronto. Nesse cenário, os Estados Unidos e seus aliados europeus sofrerão mais do que qualquer outro ator, pois a cadeia de suprimentos de energia e a frágil economia ocidental dependem fortemente da estabilidade dessa região.

Por outro lado, a opinião pública mundial e até mesmo os cidadãos americanos sabem bem que lançar uma guerra total contra o Irã significa abrir as portas para uma catástrofe sem fim imaginável e sem limites definidos. O Irã, com base na experiência dos oito anos da Defesa Sagrada e no notável progresso nas áreas militar e tecnológica, demonstrou que, mesmo sob as mais severas sanções e ameaças, não só não recua, como também mantém o poder de manobra e a iniciativa.

De forma geral, a República Islâmica do Irã declarou claramente, por meio de seus canais militares e diplomáticos oficiais, que sua linha vermelha inegociável são suas instalações vitais e infraestrutura nacional. Qualquer ataque a essas linhas vermelhas será respondido não com advertências e ameaças, mas com uma resposta prática, precisa e recíproca.

A declaração explícita do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya é uma resposta contundente àqueles que acreditam poder enfraquecer a vontade da nação iraniana por meio de assassinatos e ameaças contra a infraestrutura. O futuro da região depende de os Estados Unidos compreenderem corretamente as novas dinâmicas de poder. A nação iraniana está unida e preparada para defender sua soberania, e sua resposta será tão dolorosa, abrangente e repleta de arrependimento que os Estados Unidos e seus agentes regionais se lembrarão desse erro fatal por gerações.

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