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Lula direciona estado a serviço do trabalhador confrontando congresso neoliberal conservador na disputa eleitoral. Por César Fonseca

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 Foto Agência Brasil
O presidente Lula inicia a semana colocando o Estado como promotor ativo a serviço do trabalhador diante do Congresso ultraconservador, neoliberal, quando a sociedade inicia a corrida eleitoral 2026:
1 – propõe aos parlamentares a redução da jornada de trabalho com manutenção dos salários, como conquista social, que melhora qualidade de vida dos trabalhadores e melhor distribui a renda, e
2 – decide acelerar o Desenrola 2: renegociar as dívidas de 80% dos trabalhadores endividados no crediário, submetido à usura neoliberal, que ganham até 5 salários mínimo, perdoando até 90% do seu total e cobrando juros de 1,99% sobre os 10% restante, para desasfixiar o sufoco social submetido ao rentismo especulativo.
Dessa forma, cria condições para reanimar a economia, em outras bases, com o custo do crédito mais barato, elevando oferta e demanda no ambiente inflacionário instavel por conta da guerra, com taxa de emprego em alta.
Tal atitude lulista é, politicamente progressista e antineoliberal, em comparação com os seus adversários políticos neoliberais, que propõem a ausência do Estado como fator de proteção social dos trabalhadores, no processo de exploração abusiva do capitalismo financeiro.
Com essas duas armas, Lula parte para o quarto mandato, já estando, relativamente, à frente nas pesquisas eleitorais, enquanto seus opositores insistem no neoliberalismo que deixou de ser útil à sociedade, dada sua característica essencial de esvaziar, economicamente, o Estado, acelerando promoção da desigualdade e da consequente exclusão social.
PRIORIDADE AO SOCIAL COMO ARMA ECONÔMICA
A redução da jornada de trabalho, com preservação da totalidade dos salários, expressa a prioridade lulista ao social como fator de promoção da economia com justa distribuição da renda nacional.
Com o salário preservado e dívidas renegociadas para aliviar a sociedade do rentismo especulativo, que promove a instabilidade econômica permanente, o presidente confere ao Estado a sua gênese político social como ser político.
Confronta, desse modo, um Congresso, atualmente, dominado por uma maioria neoliberal, cuja essência tem sido negar a governabilidade presidencialista constitucional e defender o esvaziamento econômico do Estado para melhor servir ao capital em prejuízo dos trabalhadores.
Preservado os salários e aliviadas as dívidas dos trabalhadores expropriados pelo jurismo neoliberal, Lula, no contexto da redução da jornada do trabalho, põe em marcha nova dialética, expressa na conjugação de mais consumo social com aumento do lazer dos trabalhadores.
No ambiente do domínio das plataformas digitais, que determinam ampliação das jornadas de trabalho com tendência à diminuição sistemática dos salários e dos direitos sociais, como pregam os neoliberais, Lula cria novas expectativas econômicas, com perspectiva concreta de marcar a característica eleitoral lulista, com conteúdo trabalhista.
O presidente deixa clara sua negação ao neoliberalismo, que os seus adversários julgam ser necessário ao melhor funcionamento da economia, cortando direitos e reduzindo salários, como configura a reforma trabalhista neoliberal que apoiaram nos governos Temer e Bolsonaro, materializados, graças ao golpe político de 2016.
PERVERSIDE NEOLIBERAL À VISTA
O aspecto perverso dessa tendência neoliberal dos candidatos de direita e ultra direita fascista, na campanha eleitoral, mostra-se, essencialmente, na proposta do candidato Romeu Zema, do NOVO, em que prega o trabalho infantil.
É a predominância do pensamento ultraneoliberal fascista cuja essência é baratear mão de elevar, ao estilo escravocrata, aumentando a demanda em relação a oferta de trabalho, cada vez mais precarizado, com deterioração consequente da qualidade de vista social.
O trabalho infantil, como estratégia para diminuir salários, tira a criança da sua essência humana para transformá-la em mero objeto de exploração do capital.
Os neoliberais, como ex-governador Zema, acompanhados do senador Flávio Bolsonaro, do PL, e do ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, tem como lema a prioridade à superacumulação de capital, que reserva ao trabalhador a condição de objeto e não sujeito do desenvolvimento nacional.
Estão os três, conforme reiteradas entrevistas que concedem à mídia, predispostos a utilizar o Estado como viés oposto ao expresso pelas medidas propostas por Lula: torná-lo enxuto para elevar os lucros do setor privado e piorar as condições de vida dos trabalhadores.
A privatização que pregam, de setores que são vitais para a sobrevivência social e animação da economia, para dar competitividade ao próprio setor privado, acelera a desindustrialização e a exploração salarial, na medida em que enxergam salário como mero custo de produção e não como ativo social para desenvolvimento sustentável.
Utilizar trabalho infantil, no contexto da privatização, em nome da eficiência econômica, como admitem os neoliberais Caiado, Zema e Bolsonaro, é aprofundar a economia da barbárie.
Já Lula, com redução da jornada e preservação do poder de compra, eleva a demanda frente à oferta, assegurando competividade econômica e aumento relativo do bem estar da população.

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