A Coreia escolheu formar engenheiro.
O Brasil escolheu formar bacharel.
Um país virou potência em eletrônico.
O outro virou potência em parecer jurídico.
A estrutura produtiva começa na escolha de quem você forma.
A teoria econômica que você aprendeu foi desenhada por países ricos, para países ricos.
Se você sente que ela não explica a realidade do Brasil, você não está louco.
Você só está usando a lente errada.
A Alemanha copiou maquinário inglês.
Os EUA copiaram a indústria britânica.
Nenhum país rico nasceu inovador.
Todos copiaram, aprenderam, depois criaram.
O Brasil decidiu pular a etapa de copiar — e nunca chegou na de criar.
O Brasil dos anos 70 construía aviões, computadores, tinha a Telebras inovando.
Nos anos 90 venderam tudo prometendo progresso.
Hoje importamos tecnologia e dirigimos Uber.
A abertura neoliberal prometeu desenvolvimento.
Entregou regressão produtiva.
A gente domesticou o cerrado desde 1973 (Embrapa).
( A soja era um grão, produzido em clima temperado, e – graças ao trabalho da EMBRAPA, foi tornada grão para clima tropical, tirando o cerrado da inutilidade, proporcionando uma revolução na produção de grãos mundial M.A.S.)
Criou o maior banco digital independente do mundo (Nubank).
O talento está provado. O que falta é escolha coletiva de escalar.
Fiocruz produziu vacina pro SUS.
Natura é a 4ª maior de cosméticos do mundo.
Complexidade brasileira existe. Falta política pra multiplicar
O Estado bancou a Petrobras por décadas.
Formou geólogo, aprendeu o pré-sal, dominou águas ultraprofundas.
Imagina ter vendido isso na baixa do petróleo.
Quase fizeram.
Vale foi exatamente isso. ( Vale do Rio Doce, vendida criminosamente, em 1997- como é bom acabar com a Era Vargas, não é mesmo??, M.A.S.)
Quem nasce onde se fabrica chip ganha mais que quem nasce onde se planta grão.
Não é mérito individual. É estrutura.
A produtividade não está no indivíduo — está no setor em que ele trabalha.
PS – E nós, discutindo sé é Zezinho, Huguinho ou Luizinho…
E La Nave Va…
Mário Arthur Sampaio