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A faísca de terras raras que acendeu eleições no Brasil.

A constatação se soma às alegações de possível financiamento da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, patrocinada por grupos leais a Donald Trump.

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A faísca de terras raras que acendeu eleições no Brasil

Um documento de 22 páginas preparado em março de 2026 por André Marinho, aliado do senador e atual candidato presidencial Flávio Bolsonaro, descreve uma aliança com os Estados Unidos para explorar terras raras e minerais críticos do Brasil caso ele se torne presidente, informou a mídia local no sábado.

O arquivo, intitulado “Parceria da Prosperidade” e com o logo e o selo de Flávio Bolsonaro, foi preparado semanas antes de suas reuniões em Washington com o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu vice-presidente, J.D. Vance.

O texto argumenta que um governo Flávio transformaria o Brasil em um fornecedor e centro de processamento de minerais críticos a serviço dos Estados Unidos. Além disso, propõe acelerar a legislação de mineração, atrair capital ocidental (especialmente americano) e articular cadeias de suprimentos com Washington.

“O Brasil se torna um dos três maiores fornecedores globais fora da China, o principal polo de processamento do Hemisfério Ocidental, um elo chave nas cadeias de suprimentos alinhadas aos EUA nos setores de defesa, energia e inteligência artificial“, afirma.

Marinho confirmou que escreveu o material, mas negou que estivesse ligado à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ou que tivesse sido apresentado às autoridades americanas. A campanha do senador não respondeu às perguntas. A constatação se soma às alegações de possível financiamento estrangeiro dessa mesma campanha por grupos leais a Trump.

Terras raras são elementos usados em celulares, baterias, defesa e inteligência artificial. Quem controla sua extração e processamento ganha peso econômico. O plano propõe que o Brasil avance na cadeia de valor e integre cadeias de suprimentos diferentes daquelas que atualmente passam em grande parte pela China.

O documento aparece algumas semanas antes das eleições presidenciais de 4 de outubro, nas quais Flávio Bolsonaro compete com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Uma grave crise interna na Suprema Corte, com confrontos públicos entre magistrados e decisões contraditórias sobre a Polícia Federal, aumenta a tensão na disputa.

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