Original em: http://youtube.com/post/UgkxzKqBqkr3B5JVmDhNCTUG1bboiuHOZlGl?si=DumwdrJgBFyAm1xZ
Em 1870, um contador fundou uma pequena empresa de refino de petróleo. Chamava-se John D. Rockefeller. Menos de vinte anos depois, essa empresa, a Standard Oil, controlava cerca de 90% de todo o refino de petróleo dos Estados Unidos.
Rockefeller construiu o monopólio engolindo, um a um, os pequenos refinadores. Fazia acordos secretos com as ferrovias para pagar frete mais barato que os concorrentes e, em alguns casos, forçava as ferrovias a lhe repassarem uma parte do que os próprios rivais pagavam para transportar o óleo deles.
O episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Cleveland”. Em poucas semanas, Rockefeller absorveu a maioria das refinarias rivais da cidade. Quem não aceitava a oferta era esmagado até não sobrar escolha.
O resultado dessa concentração foi a maior fortuna individual da história moderna.
Quando morreu, em 1937, a riqueza de Rockefeller equivalia a cerca de 1,5% de tudo o que a economia americana produzia em um ano. Para comparar: nenhum bilionário de hoje, nem os donos das gigantes de tecnologia, chega perto dessa proporção.
Ele foi, literalmente, o primeiro bilionário do mundo, e possivelmente o homem mais rico que já existiu.
Mas o problema que a Standard Oil encarnou nunca desapareceu, ele apenas trocou de roupa. No lugar de um homem dono de todo o petróleo, temos hoje um punhado de gestoras de investimento, BlackRock, Vanguard, State Street, que juntas administram mais de 25 trilhões de dólares e são o maior acionista de cerca de 88% das 500 maiores empresas americanas.
Isso é o que hoje se chama de metacapitalismo: uma estrutura invisível que possui um pedaço de quase tudo ao mesmo tempo.
E é aqui que Hilaire Belloc escreveu que o capitalismo, deixado à própria lógica, não geraria uma nação de proprietários livres. Geraria o oposto: a propriedade se concentrando cada vez mais no topo, até que a imensa maioria não possuísse nada e vivesse apenas do próprio trabalho, dependente dos poucos donos de tudo. Ele chamou esse destino de Estado Servil.
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