Me dirijo agora àqueles que, em perspectiva tacanha e descontextualizada com o momento, vivem criticando Lula, exigindo do PT um mea-culpa permanente e fazendo comparações extemporâneas entre Lula e Getúlio Vargas, como se fossem personagens de um mesmo contexto histórico: parem de olhar para o próprio umbigo!
Estamos diante de um momento crítico da história brasileira. A prioridade é defender a democracia, impedir o avanço do fascismo e evitar que o Brasil retroceda ainda mais.
Estão preocupados com a possibilidade de Lula, caso vença a eleição, perpassar a ideia ou deixar a impressão de um legado superior ao de Getúlio? É isso?
Ressentimentos, vaidades e disputas por protagonismo valem mais do que o destino do país?
Comparar Lula e Getúlio não é, por si só, um problema. São personagens que podem e devem ser analisados à luz da história: o problema é ignorar os diferentes contextos históricos e transformar essas comparações em disputas de ego, justamente quando o Brasil exige responsabilidade e compromisso com o futuro.
O Brasil e o Povo Brasileiro estão muito acima de Lula, do inegável e gigantesco legado de Getúlio e de qualquer liderança política: nenhum legado individual pode valer mais do que a Soberania Nacional, a Democracia e os Direitos do Nosso Povo.
Faltam menos de três semanas para o segundo turno, e o Brasil corre o risco de devolver o poder à extrema direita, herdeira política da ditadura, que exalta torturadores e abriga discurso elitista, escravocrata e de glorificação da violência e intolerância.
Fingir que esse perigo não existe e continuar destilando ressentimentos neste momento é fugir da realidade e negar o compromisso com a luta pela Soberania e pelo Bem-Estar da população.
Não estou aqui pregando que se feche os olhos para os erros de condução política e estrutural de qualquer governo cuja perspectiva esteja alicerçada no Nacional-Desenvolvimentismo e nas Causas dos Trabalhadores, muito menos que se abra mão do pensamento crítico.
Mas é preciso compreender que há momentos em que as divergências precisam ser colocadas em perspectiva, sem que isso implique abandonar princípios ou convicções.
Agora é hora de trabalharmos juntos para salvar o Brasil de desavergonhados entreguistas e personagens abjetos que desprezam a civilidade e querem continuar saqueando o país, retirando direitos e fazendo o nosso tão sofrido Povo Brasileiro pagar uma conta ainda mais pesada. O resto é vaidade!
E vaidade não põe comida na mesa, não protege a democracia, não garante direitos e não constrói a Soberania de uma Nação.
Aos ressentidos, aos egos inflados e aos eternos cobradores de mea-culpa, fica o recado: menos disputas por protagonismo e mais compromisso com o Brasil.
A história julgará Lula, Getúlio e todos os seus contemporâneos. Mas a nossa responsabilidade, agora, é com o Brasil e com o Povo Brasileiro.
Nenhuma liderança, nenhum legado individual e nenhuma disputa por protagonismo podem estar acima dos interesses do Brasil e do seu Povo.
Líderes passam, legados são debatidos, mas o destino do Brasil e do Povo Brasileiro precisa estar acima de todos eles.
Temos uma Nação a salvar e o futuro de um Povo a resguardar!