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Juro cadente valoriza governo e aumenta gula do centrão pelo ministério Lula

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O governo do presidente Lula está politicamente se valorizando diante do eleitor e isso é fatal para elevar a gula do Centrão pela participação no Ministério. O regime é presidencialista e o valor dele está nas políticas conduzidas pelo presidente com apoio do Congresso.

Se a oposição entra no Governo, este se fortalece no parlamento. A conversa de que o perfil parlamentarista ganha corpo com atuação do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira(PP-AL), é relativa.

Institucionalmente, ambos os presidentes, Lula e Lira têm seu papel institucional delimitado e o resultado político da administração é creditado ao presidencialismo e não ao parlamentarismo, que, teoricamente, não existe.

A Constituição de 1988, certamente, é ambígua, com características reservadas às duas formas de governo, porém, o presidencialismo é opção popular já testada em mais de uma oportunidade histórica quando colocado em questão.

O fato é que Lula, nos seis primeiros meses de governo, ajustou o leme governamental para direcioná-lo no sentido de sintonizar-se com as forças populares, de um lado, e as forças produtivas e financeiras, de outro, balizadas pela democracia.

Assim, no próximo ano, quando haverá eleições municipais, quem estará em julgamento é o presidente e suas políticas.  Essencialmente, sua pregação é pelo desenvolvimento sustentável, ancorado em investimentos que ainda não começaram a se materializar, para valer, porque estava prisioneiro de política financeira ultra-ortodoxa adotada pelo ex-governo fascista Bolsonaro.

Agora, a partir dessa semana, com início efetivo da redução da taxa de juro Selic, mantida na estratosfera para inviabilizar o lulismo, evidencia a valorização política lulista no comando de frente ampla. Politicamente, juro em alta significa governo fraco, o contrário, governo forte.

Esse é o sinal que os congressistas captam, quando, certamente, pesquisas de opinião, de agora em diante, medirão a performance política de Lula a refletir no comando da economia. A pressão do presidente da Câmara sobre o presidente da República para abrir passagem aos dois partidos do Centrão, Republicanos e PP, no ministério é sinal de flexibilidade da maioria oposicionista no Congresso em se acertar com o Planalto quanto às matérias legislativas do seu interesse.

Afinal, cada 0,5 ponto percentual de queda taxa Selic significa economia de quase R$ 25 bilhões na dívida pública. A redução do custo financeiro do Estado tem, em contrapartida, maior ação do governo para gastar em programas sociais que representam renda disponível para o consumo, emprego, renda, arrecadação e investimento.

O Centrão, que tem a garganta larga, quer participar dessa nova etapa de ampliação dos gastos orçamentários em educação, saúde, infraestrutura etc., colocando pé no Ministério. Consequentemente, reduz-se, no plenário, os votos contrários a Lula, para dar lugar a uma nova composição política, de modo a favorecer maior celeridade na reforma tributária com perfil distributivista da renda segundo o qual quem ganha mais paga mais quem ganha menos paga menos imposto.

Lula, portanto, valoriza governo no mercado político com ações desenvolvimentistas e aumenta gula do Centrão pela reforma ministerial.

E você, caro leitor, o que pensa sobre isso? Comente aqui em baixo.

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