O neoliberalismo representa um momento radical de retrocesso na história do capitalismo e consiste na extrapolação feita por uma estreita e reacionária coalizão de classes, que concentrou poder, renda e privilégios, o famoso 1% mais rico da população, que, pela sua ganância, promove elevada instabilidade financeira, enorme aumento da desigualdade e a decadência da democracia, tanto nos países ricos, quanto na periferia do sistema capitalista.
No contexto dessa extrapolação, as agências reguladoras, inclusive bancos centrais, tornaram-se “independentes” (da política) e foram capturadas pelas corporações reguladas, em favor de um projeto que pretende reduzir os custos salariais e não-salariais do trabalho por meio da desregulamentação dos mercados de trabalho e a tentativa de destruicão do Estado de Bem-Estar Social:
- Com os direitos civis sendo ignorados;
- E a Classe Trabalhadora e a Burocracia Estatal, submetidas a constantes ataques.
Nesse ambiente, em meio a manipulações especulativas e sob a justificativa de “alinhamento da inflação à meta estabelecida” (“argumentos sempre serão encontrados”), são criadas as narrativas que atendem apenas a uma parcela retrógrada da nossa denominada “elite” – para que, como aconteceu ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa elevar a taxa básica de juros Selic, que foi fixada em 1 ponto percentual, atingindo 12,25% ao ano:
- E os parasitas rentistas possam abocanhar parcelas, cada vez mais significativas, do orçamento público brasileiro;
- Valores que deveriam estar sendo investidos no desenvolvimento do Brasil e destinados a melhorar a qualidade de vida de todo o Povo Brasileiro.
Essa (incompreensível) decisão do Copom foi tomada com apoio unânime dos seus membros, incluindo o voto do futuro presidente do Banco Central (Gabriel Galípolo), e causará um aumento de R$ 55,2 bilhões na dívida pública, sendo importante ressaltar, que, desde o atual início do ciclo de alta, iniciado em setembro de 2024, o acréscimo totaliza R$ 96,6 bilhões:
- Superando, em muito, os cortes de gastos sociais e investimentos planejados pelo Governo Lula;
- Cujos custos serão majoritariamente pagos pelos trabalhadores.
Infelizmente, a medida gerou apenas tímidas críticas em setores representativos da indústria, que consideram o aumento um entrave para a indústria nacional, e também em setores relacionados à representação dos Trabalhadores, que classificam a decisão como prejudicial à produção, ao consumo e à geração de empregos.
Em resposta, o Banco Central defendeu a ação:
- Mencionando a “busca pela estabilidade de preços” e o “controle das flutuações econômicas”;
- Justificando, ainda, que “o impacto negativo no crescimento econômico também foi considerado”.
Tudo isso reafirma a importância de se compreender que já passou da hora de se estabelecer uma mudanca de paradigma na gestão dos destinos do Brasil!
E, para que seja decretada a libertação dessa ditadura rentista/neoliberal, que condena o Brasil à estagnação (pela dívida), é preciso que seja estabelecida uma coalizão de classes desenvolvimentista, que, em contraposição a esse nefasto modelo neoliberal:
- Preconize a estabilidade financeira, a redução da desigualdade e o fortalecimento da democracia;
- Conciliando os interesses da Classe Trabalhadora e a construção de um Estado Forte e Nacionalista.
Portanto, contra essa reacionária coalizão que representa o famigerado 1% mais rico e preconiza o Estado mínimo, o fim do Estado de Bem-Estar Social invibializando qualquer perspectiva de futuro com dignidade e qualidade de vida para a Nossa População, urge uma Coalizão de Unidade Nacional, Verdadeiramente Desenvolvimentista.
Conforme palavras do Professor Darc Antonio da Luz Costa:


