A condenação de Bolsonaro – e o tamanho da pena imposta pelo STF – são indicativos de vitalidade da ainda jovem democracia brasileira, do Estado de direito e de um Judiciário com capacidade de atuar de forma independente diante de pressões políticas e econômicas, quando realmente assim quiser agir.
Trata-se de um marco, pois sinaliza que ninguém, nem mesmo um ex-presidente, está acima da lei. E, ao mesmo tempo, carrega consigo a simbologia de que politicamente o bolsonarismo está enfraquecido – em função do desmonte da narrativa de “perseguição”: abrindo (quem sabe?) o caminho para a reorganização da direita em bases menos golpistas.
Institucionalmente, a decisão também reforça o princípio republicano da igualdade perante a lei – e consolida um precedente contra a impunidade de quem atenta contra a democracia:
- Mais que isso, carrega também um sentido (essencial) de que o Brasil mostra ao mundo e a própria população que é maior que os projetos autoritários;
- Além da ideia de que a democracia resistiu – que é capaz de resistir.
É possível, ainda, que essa condenação ajude a abrir caminhos, até porque não existe um caminho único para isso, para que possa ser resgatada a parte da população brasileira aprisionada por essa doença moral, política e mental chamada bolsonarismo:
- Uma doença oriunda de um projeto gestado pela extrema direita internacional;
- E assumido pela extrema direita nacional – sempre subserviente e subjugada a interesses externos.
Ao responsabilizar judicialmente quem tentou corroer as instituições, o Brasil demonstra que a democracia não é apenas uma formalidade, mas um sistema vivo de defesa da soberania popular e do pacto republicano, afinal:
- Em um país historicamente marcado pela blindagem das elites, a punição de um ex-presidente é um gesto de ruptura com a tradição de irresponsabilidade das classes dirigentes;
- E pode impelir a direita brasileira a repensar seus caminhos – expondo o esgotamento de um modelo político baseado na mentira, no ódio e na manipulação de símbolos patrióticos.
Enfim, a dimensão simbólica e social de que o país é capaz de preservar instituições resilientes, mesmo após anos de corrosão autoritária, sugere que a condenação de Bolsonaro não é apenas o julgamento de um homem público: é a afirmação de que o Brasil é maior do que qualquer projeto autoritário – que a democracia é capaz de resistir — e pode, sim, ser fortalecida, conforme o anseio do Povo Brasileiro.
