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Venezuela tem pequeno peso nos mercados globais de petróleo. Por Marcos de Oliveira

Reconstrução da infraestrutura de petróleo da Venezuela duraria anos e demandaria investimentos de centenas de bilhões de dólares.

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petroleiro da petróleos de venezuela - pdvsa - na refinaria el palito
Petroleiro da Pdvsa na refinaria El Palito (foto de Marcos Salgado, Xinhua)

Original em: https://monitormercantil.com.br/venezuela-tem-pequeno-peso-nos-mercados-globais-de-petroleo/

Gustavo Vasquez, gerente de petróleo e GLP da Argus, empresa de análises para o mercado de combustíveis, agricultura e petroquímicos, explica que a Venezuela não está totalmente integrada aos mercados globais de petróleo devido às sanções dos EUA.

Refinarias independentes na China absorvem a maior parte das exportações de petróleo venezuelano — 430 mil barris por dia em 2025, segundo estimativas da Argus com base em dados de rastreamento e informações de participantes do mercado. Esse volume representou menos de 20% do processamento de pequenas refinarias privadas (“teapot”) da China em 2025.

Estatais chinesas não importam petróleo venezuelano, apesar do amplo desconto devido ao status sancionado – US$ 11–12 por barril abaixo do Ice Brent para entregas em janeiro.

Os EUA são o segundo maior destino — cerca de 120 mil barris por dia importados em dezembro. A Chevron, que continua operando na Venezuela, é a única importadora de petróleo venezuelano nos EUA.Não há perspectiva realista de aumento imediato da produção venezuelana, que foi de 934 mil barris por dia em novembro, segundo média de fontes secundárias da Opep incluindo a Argus.

Investimentos significativos de empresas internacionais no médio e longo prazo seriam necessários para que a produção retornasse aos patamares anteriores às sanções dos EUA, de 1,2 milhão de barris por dia (em 2018) ou mais. Isso exigiria o fim das sanções e mudanças profundas no ambiente legal e empresarial da Venezuela – uma perspectiva duvidosa diante da provável instabilidade após a deposição de Maduro.

Reconstrução da infraestrutura de petróleo na Venezuela

Restaurar a infraestrutura de petróleo da Venezuela a algo próximo da antiga capacidade de cerca de 3 milhões de barris por dia consumiria anos e possivelmente centenas de bilhões de dólares, mesmo no melhor ambiente de investimentos, explica Vasquez.

Reparar refinarias seria ainda mais difícil. A refinaria de Cardón sofreu mais um grande apagão no ano passado, mesmo após a produção ter caído a uma fração da capacidade nominal. Mesmo em um ambiente político melhor, porém incerto, reparos poderiam levar uma década ou mais.

Colômbia e Venezuela não conseguiram retomar o funcionamento de um gasoduto para enviar gás venezuelano à Colômbia, apesar do apoio político de Maduro e Petro.

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