O Brasil é um país rico, mas, desde sempre saqueado, é deliberadamente impedido de se desenvolver.
Refém do capital financeiro, durante décadas, o Brasil vem sendo empurrado para uma posição subordinada na economia mundial:
- Sendo relegado ao mero papel de exportador de commodities;
- E importador de tecnologia.
O saque que sofremos é duplo:
- Externo, pela dependência econômica e tecnológica;
- Interno, por uma elite de entreguistas (vendilhões da pátria) que lucra com juros altos, estagnação e desigualdade.
Essa desprezível corja de entreguistas “acredita”, ou melhor, quer nos induzir a acreditar que fazer do agronegócio a base de sustentação da economia nacional é suficiente para o país, e que, se submeter a falaciosa cartilha dessa entidade denominada mercado – retirando do Estado o poder de decisão e planejamento do desenvolvimento – é o melhor para o Brasil.
Dessa forma, o país tem sido formatado para ser um balcão de negócios baseado na estagnação, nos juros, na dependência e na submissão:
- Dizem que o problema é o gasto social, mas nunca falam da Selic – que transfere bilhões dos cofres públicos para o rentismo;
- Assim, apenas 6 bilionários brasileiros possuem o controle da mesma quantidade de riqueza dos 100 milhões mais pobres.
Ou seja, não nos falta potencial – e impedir o Brasil de crescer é um negócio muito lucrativo para poucos.
Nossa riqueza natural, nossa capacidade produtiva e nosso povo trabalhador sempre foram suficientes para construir uma nação soberana e próspera. Mas, enquanto aceitarmos que o rentismo mande, que a indústria seja descartável e que o trabalho valha menos que a especulação, continuaremos presos ao saque.
O agronegócio não é capaz de sustentar um projeto nacional. Gera pouca industrialização – e a dependência de insumos importados para o seu funcionamento agrava ainda mais esse quadro, comprometendo drasticamente a nossa soberania:
- Além disso, como uma espécie de Robin Hood a inversa, a taxa Selic funciona como o mais insensato e cruel programa de transferência de renda do Brasil;
- Drenando o fluxo financeiro que deveria ser investido no trabalho e na capacidade produtiva do país, para o rentismo.
Em síntese, falta decisão econômica e política para decidir nosso próprio destino: defender a industrialização como eixo da soberania nacional, valorizar o trabalho e o salário, reduzir o poder do rentismo – e estabelecer um planejamento econômico de longo prazo, tendo o Estado como o propulsor do desenvolvimento.
A verdadeira escolha diante de nós, é simples e inadiável:
- Ou seguimos como colônia financeira;
- Ou retomamos um Projeto Nacional de Desenvolvimento.
O Brasil não é pobre. O Brasil é vergonhosamente saqueado — com a anuência das nossas denominadas elites.
Só um Projeto Nacional consciente pode nos libertar.
Industrializar, enfrentar os juros, valorizar o trabalho e planejar o futuro não são opções ideológicas — são condições mínimas para o Brasil existir como Nação Soberana.
