Home Brasil Brasil: Pobre País Rico, Saqueado. Por Ricardo Guerra 

Brasil: Pobre País Rico, Saqueado. Por Ricardo Guerra 

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O Brasil é um país rico, mas, desde sempre saqueado, é deliberadamente impedido de se desenvolver.

Refém do capital financeiro, durante décadas, o Brasil vem sendo empurrado para uma posição subordinada na economia mundial:

  • Sendo relegado ao mero papel de exportador de commodities;
  • E importador de tecnologia. 

O saque que sofremos é duplo:

  • Externo, pela dependência econômica e tecnológica;
  • Interno, por uma elite de entreguistas (vendilhões da pátria) que lucra com juros altos, estagnação e desigualdade.

Essa desprezível corja de entreguistas “acredita”, ou melhor, quer nos induzir a acreditar que fazer do agronegócio a base de sustentação da economia nacional é suficiente para o país, e que, se submeter a falaciosa cartilha dessa entidade denominada mercado – retirando do Estado o poder de decisão e planejamento do desenvolvimento – é o melhor para o Brasil.

Dessa forma, o país tem sido formatado para ser um balcão de negócios baseado na estagnação, nos juros, na dependência e na submissão:

Ou seja, não nos falta potencial – e impedir o Brasil de crescer é um negócio muito lucrativo para poucos.

Nossa riqueza natural, nossa capacidade produtiva e nosso povo trabalhador sempre foram suficientes para construir uma nação soberana e próspera. Mas, enquanto aceitarmos que o rentismo mande, que a indústria seja descartável e que o trabalho valha menos que a especulação, continuaremos presos ao saque.

O agronegócio não é capaz de sustentar um projeto nacional. Gera pouca industrialização – e a dependência de insumos importados para o seu funcionamento agrava ainda mais esse quadro, comprometendo drasticamente a nossa soberania:

  • Além disso, como uma espécie de Robin Hood a inversa, a taxa Selic funciona como o mais insensato e cruel programa de transferência de renda do Brasil;
  • Drenando o fluxo financeiro que deveria ser investido no trabalho e na capacidade produtiva do país, para o rentismo.

Em síntese, falta decisão econômica e política para decidir nosso próprio destino: defender a industrialização como eixo da soberania nacional, valorizar o trabalho e o salário, reduzir o poder do rentismo – e estabelecer um planejamento econômico de longo prazo, tendo o Estado como o propulsor do desenvolvimento.

A verdadeira escolha diante de nós, é simples e inadiável:

  • Ou seguimos como colônia financeira;
  • Ou retomamos um Projeto Nacional de Desenvolvimento.

O Brasil não é pobre. O Brasil é vergonhosamente saqueado — com a anuência das nossas denominadas elites. 

Só um Projeto Nacional consciente pode nos libertar.

Industrializar, enfrentar os juros, valorizar o trabalho e planejar o futuro não são opções ideológicas — são condições mínimas para o Brasil existir como Nação Soberana.

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