Ataque ao pix pode levar Lula a retaliar Trump-Rúbio com terras raras contra tarifaço e acusação de terrorismo ao PCC/CV. Por César Fonseca

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Nacionalismo petista x entreguismo bolsonarista em campanha eleitoral, diante da disposição do império americano de prejudicar a economia nacional, especialmente, com a implicância imperialista contra o PIX, é o embate político do momento entre Brasil e EUA.
Politicamente, o presidente Lula ganharia ou não de lavada do presidente Trump, do secretário de Estado, Marco Rúbio, e do candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, dada a popularidade do revolucionário meio de pagamento engendrado por autoridade monetária brasileira, alvo de interesse mundo afora pelos bancos centrais?
Seria ou não hora de Lula lembrar Xi Jiping, no momento em que Trump-Rúbio ameaça Brasil como novo tarifaço, enquanto transforma PCC e CV em organizações terroristas para desestabilizar a economia brasileira?
O líder chinês não titubeou ao ameaçar os Estados Unidos de suspender exportações de terras raras, indispensáveis para a indústria americana fabricar tecnologia avançada de chips, dependentes delaa e dos minerais estratégicos refinados pela tecnologia chinesa.
Imediatamente, Trump voltou atrás com as tarifas de 150% sobre importações chinesas que ameaçou adotar, para não comprometer desenvolvimento industrial americano, já afetado pela concorrência chinesa em escala global.
Lula está diante do mesmo desafio: Trump anuncia novo tarifaço de 25% sobre importações de produtos brasileiros para o mercado americano, no momento em que Washington intensifica, mediante pressão imperialista, negociações em favor de importação de terras raras do Brasil, segundo maior detentor desse ativo, logo atrás da China.
A indústria nacional está em perigo de sobrevivência, no cenário macroeconômico dominado pelos juros altos e arrocho fiscal.
Claramente, a economia nacional está sob ataque do império americano, por razões, meramente, políticas, para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro, defensor das retaliações contra o governo Lula, algo que pode, para o bolsonarismo fascista, ser tiro no pé.
TERRABRÁS, ARMA CONTRA O IMPÉRIO
O presidente brasileiro, por enquanto, descartou o que a esquerda, que o apoia, defende: criação de empresa estatal, Terrabrás, para administrar esse ativo estratégico, como fator de defesa da soberania nacional.
Lula preferiu enfatizar o oposto, para decepção dos nacionalistas de esquerda: privatização das terras raras, que serão manufaturadas em território brasileiro por empresas estrangeiras, especialmente, as americanas, que já realizam esse trabalho em Goiás, onde elas estão sendo exploradas, para serem exportadas aos Estados Unidos.
O maior adversário do Brasil, no governo americano, o Secretário Marco Rúbio, revelou, nesta terça feira, em audiência, no Senado, que as terras raras e minérios estratégicos são os alvos principais dos Estados Unidos, mas ressaltou que o governo brasileiro atual não é amigo dos americanos, numa clara manifestação ideológica pró-bolsonarista.
Novamente, sob ataque tarifário por Washington, Brasília ficaria de braços cruzados, sem utilizar a arma que dispõe e da qual poderia lançar mão, como fez Pequim, para reverter o jogo a seu favor, nas relações Brasil-EUA?
Ou o governo Lula se renderia a lógica da esquerda nacionalista, em luta eleitoral contra o fascismo entreguista de ultradireita bolsonarista, que boicota, descaradamente, o país, traindo-o diante da administração Trump?
O Planalto continuaria adotando passividade relativa, prisioneiro do DNA diplomático de Washington, como criticam diplomatas latino-americanos, diante da interferência do imperialismo americano, como aconteceu semana passada, quando classificou organizações criminosas como PCC e CV de organizações terroristas, abrindo fronteiras brasileiras à interferência de lei extraterritorial americana imperialista?
Pelo sim, pelo não, o presidente despachou seu chanceler, Mauro Vieira, para Pequim, onde, esta semana, está conversando com governo chinês abertura de novos relacionamentos diplomáticos entre Brasil-China.
Trump, na verdade, empurra Lula para os braços de Xi Jiping, enquanto despacha para o Brasil novo embaixador para tramar golpes com os bolsonaristas fascistas, a fim de desestabilizar Lula.
DESESPERO DE DURIGAN
Nesse momento em que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos(USTR) manobra para impor sansões comerciais ao Brasil, materializadas na tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, sem argumentos justificáveis, já que o Brasil registra déficit comercial com EUA, o desespero toma conta do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Durigan, sem meias palavras, prevê desestabilização do sistema financeiro nacional, alvo certo do USTR, quanto às relações dele com essas organizações criminosas consideradas terroristas por Washington.
Configura-se, nesse momento, possibilidade do que anteviu/defendeu o notório entreguista neoliberal ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes, no ex-governo Bolsonaro: ataque do sistema financeiro americano ao sistema financeiro brasileiro, a fim de desestabilizá-lo em favor dos interesses do império.
Guedes atacou o que considerou sistema financeiro brasileiro excessivamente concentrado, anti-concorrência capitalista, oligopolizado, que precisaria ser atacado para se abrir à concorrência internacional.
A Faria Lima está sob cerco geral.
É isso o que os grandes bancos americanos mais desejam, razão pela qual são os que mais apoiam a interferência da legislação extraterritorial americana em território nacional, para punir relações dos bancos brasileiros com os terroristas do PCC e do CV.
PCC e CV, pelo juízo americano, estariam atuando como piratas, desestabilizando empresas financeiras de cartões eletrônicos americanas, por intermédio do PIX.
PUNIÇÃO À CRIATIVIDADE FINANCEIRA NACIONAL
Durigan, portanto, poderia ver materializado seu temor, expresso nesses dias, segundo o qual corre perigo, podendo ir aos ares, a engenhosidade financeira brasileira, expressa na criação do PIX, que popularizou a banqueirização no Brasil.
Os bancos americanos, caso sejam favorecidos por ação imperialista de desestabilização do sistema financeiro nacional, por meio de legislação extraterritorial americana, eliminariam, imediatamente, o PIX, para favorecer as formas de pagamento eletrônicas adotadas por eles, fonte de acumulação imensa de lucros especulativos, que encarecem o crédito e bloqueia os investimentos produtivos.
Fundamentalmente, a banca americana teme a continuidade da criatividade financeira brasileira capaz de aumentar seus prejuízos ao ganhar dela a concorrência nas transações bancárias.
Não há dúvida: o ministro Durigan está correto em alertar para o perigo, o que justificaria ação nacionalista do governo Lula, para se proteger contra as evidentes ameaças que representam a diplomacia da facada, tocada pelo secretário de Estado, Marco Rúbio.
É ou não que, nessa hora, deveria ser usada a arma poderosa das terras raras brasileiras, das quais Washington depende, para disputar a concorrência internacional contra seu maior adversário, a China?
Chegou ou não a hora, antes que o imperador Trump sangre a economia nacional, afetando criação de emprego, renda e investimentos, para aprofundar subdesenvolvimento nacional?

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