O Mundo Material Como Meio, Não Como Fim. Por Ricardo Guerra

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A humanidade precisa viver de acordo com as leis do mundo material, pois é nele que produzimos, trabalhamos e construímos a sociedade. Mas, quando transformamos a vida material na finalidade da existência, em vez de compreendê-la como um instrumento para algo maior, aí surge o problema.

Independentemente de questões relacionadas à religião ou à filosofia de cada um, a perspectiva moral voltada para o bem comum tende a abrandar o egoísmo dos indivíduos e abre espaço para que a justiça e a solidariedade passem a orientar as decisões da sociedade.

Talvez seja esse o maior desafio da humanidade: construir prosperidade sem perder a consciência de que o verdadeiro valor da vida está na forma como tratamos uns aos outros.

Quando a riqueza se torna um instrumento de promoção do bem-estar coletivo, a garantia de alimentação, moradia, saúde, educação e oportunidades para todos deixa de ser um ideal distante e se torna prioridade.

Enfim, desenvolvimento e prosperidade não podem ser definidos simplesmente pelo acúmulo de riqueza. Precisam ser reconhecidos, sobretudo, pela capacidade de promover dignidade, justiça e igualdade de oportunidades.

Quando a humanidade compreenderá isso?

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