
Ridícula essa tentativa de Tariflávio de desmentir o que já prometeu para o “mercado”, para os ricos: “tesouraço” nos ombros dos mais pobres, dos mais frágeis.
RS$ 250 bilhões em cortes drásticos, que afetarão aposentadoria, pensões, BPC etc. Além das reduções nos gastos com saúde pública e educação pública, uma vez que Tariflávio prometeu também rever os pisos constitucionais com esses dispêndios.
Sua coordenadora de economia também já havia dito publicamente que o modelo é o do Milei, o da sanguinária motoserra.
Pegou mal, claro. Agora, como mentiroso patológico que é, o candidato dos ricos desmentiu a promessa e diz que vai economizar combatendo corrupção, como se o governo Lula já não estivesse fazendo isso e como se ele, Tariflávio, não fosse um notório corrupto, envolvido até a medula com Vorcaro, com rachadinhas, com lavagem de dinheiro das milícias etc.
Ademais, diz que vai privatizar estatais, que teriam dado prejuízo de RS$ 36 bilhões (o mentiroso e espertinho computa apenas as estatais que deram prejuízo, como os Correios.)
Ora, as estatais como um todo deram muito lucro, no governo Lula. Apenas no ano passado, o lucro líquido das estatais federias foi de quase R$ 170 bilhões. Neste ano, prevê-se um lucro líquido entre RS$ 150 e 170 bilhões.
Nos quatro anos do governo Lula foram, no mínimo, RS$ 640 bilhões de lucro líquido, sendo que o número mais provável será de RS$ 659 bilhões.
No governo Bolsonaro, o lucro líquido das estatais federais foi de apenas RS$ 519 bilhões. Ou seja, no último governo Lula, o lucro líquido das estatais federais aumentou em, pelo menos, RS$ 121 bilhões, comparativamente ao governo Bolsonaro.
Quem deu calote em dívidas e deixou um rombo fiscal real de RS$ 400 bilhões, maquiado de superávit, foi Bolsonaro. Algo que o governo Lula teve de se esforçar muito para sanar.
O cinismo da candidatura Bolsonaro é insuperável.
Como teria dito Norberto Bobbio: “O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933, no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta, agride, como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso comum, um sociopata que faz carreira na política. No poder, essa direita não hesita em tortura, estuprar e roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais do que a corrupção, o fascista pratica a maldade.” E a mentira, me atreveria a acrescentar.
Reconheço que não se acha, nos escritos de Bobbio, esse trecho específico.
Contudo, como dizem os próprios italianos: “Se non è vero, è ben trovato”.
Adolfo Sachsida, coordenador da equipe econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) agora fala em cortar os “excessos” e que todos os cortes, inclusive privatizações, é tudo fake news do governo Lula.
Dizer um truísmo desse (vamos cortar excessos) é mesma coisa que não dizer nada. É uma declaração absolutamente genérica e vazia, destinada somente a ocultar as reais intenções e a agradar os desinformados. Aliás, todo o programa divulgado de Bolsonaro é um festival de bordões genéricos, que busca enganar a população.
O que o povo quer saber é: de onde sairá essa dinheirama? Dos ricos do sistema financeiro é que não vai ser, pois a “turma da bufunfa” rentista e parasitária, cuja seção podre lava dinheiro para o crime organizado, como o governo Lula demostrou na “Operação Carbono Oculto”, está saltitando de alegria com o que Tariflávio prometeu, conforme reportagem verídica da Folha de São Paulo.
Milei, ao menos, foi sincero.

