Outra iniciativa popular de desenvolvimento por baixo, por José Carlos de Assis

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Está nascendo no Rio, sob a condução da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio de Janeiro, o movimento  Morena, destinado a discutir e propor soluções para reconstrução nacional e salvar o Brasil “das garras da ganância e da estupidez”.

É uma típica iniciativa “de baixo para cima”, como alternativa de origem popular e progressista para as políticas “de cima para baixo” que estão levando o País  ao desastre.

Sigla de Movimento de Reconstrução Nacional, o Morena é um chamamento para a ação em três níveis: popular, patriótico e humanista.

Vou reproduzir abaixo seu programa de debates semanais porque o considerei consistente e totalmente coincidente com o movimento “Vamos Fazer o Brasil Grande de Vez”, que estamos promovendo.

Espero que iniciativas semelhantes surjam em outros Estados e em outros níveis.

As ações propostas do Morena são:

“- Poder popular:  Garantir que o poder político seja exercido pelo povo e para o povo.

– Inclusão popular: Reduzir as desigualdades econômicas, especialmente por meio de serviços públicos de qualidade, com destaque para saúde e educação.

– Economia nacional para o bem comum: Repensar o sistema econômico nacional, de modo que priorize o bem-estar do povo brasileiro.

Uma nova forma de viver

– Participação e mobilização: Trabalhar juntos para construir uma nação que promova a vida digna para todos.

– Cooperação: Superar os muros do individualismo e promover ações pelo bem comum.

Um futuro possível

– Trabalho e produção: Trabalho digno e produção nacional com valor agregado.

– Desenvolvimento regional: Promover desenvolvimento regional equilibrado.

Um futuro possível

– Ciência e tecnologia: Avanço científico e tecnológico brasileiro para impulsionar o desenvolvimento nacional.

O Morena é um movimento humanista

Um chamado à ação.

– Opção pelos mais vulneráveis: Priorizar os mais necessitados e reduzir as desigualdades econômicas.

– Cuidar da casa comum: Proteger o meio ambiente e preservar a natureza para as futuras gerações.

– Economia a serviço da humanidade: Repensar o sistema econômico internacional, de modo que priorize o bem-estar dos povos.

Uma nova forma de viver

– Solidariedade: Trabalhar juntos para construir um mundo mais justo e igualitário.

– Compaixão sem fronteiras: Superar as barreiras do egoísmo e acolher a todos com empatia.

Um futuro possível

– Dignidade para todos: Oportunidades e direitos sociais para todos.”

Esses objetivos de caráter abrangente podem ser materializados de forma concreta no sistema Sociocapitalista que estamos propondo, ancorado nos Arranjos Produtivos Locais, Regionais e Vocacionais.

Não precisamos   esperar pelo Governo para fazer avançar esse programa.

Quase 90 Arranjos Produtivos já existem em funcionamento no Brasil e outros estão sendo organizados pela iniciativa privada.

O Morena pode dar um salto à frente se seus líderes tomarem iniciativas objetivas para fomentar a organização por parte de produtores rurais e urbanos de mais Arranjos Produtivos.

Cada um destes, em nível municipal ou regional, pode integrar diferentes atividades produtivas no ambiente de solidariedade e de empatia proposto no programa, realizando o objetivo de “uma nova forma de viver”.

O Governo federal está muito longe do povo, sendo que, no caso atual, prejudica a população mais do que ajuda com suas políticas econômicas restritivas do desenvolvimento sustentável.

Os Estados estão mais próximos da população e eventualmente poderão contribuir para a organização inicial da infraestrutura em alguns Arranjos e facilitando condições de financiamento contra a expropriação da Selic.

O importante é que pontos centrais do programa do Morena e do movimento “Vamos Fazer o Brasil Grande de Vez” podem ser desenvolvidos nos Arranjos Produtivos Locais e Regionais como resposta imediata aos desafios sociais.

 Consolidando-se de forma progressiva em todo o País, eles resgatariam o projeto nacional desenvolvimentista traído pelos neoliberais que assaltaram o Planalto nos últimos anos.

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