Um professor de jiu-jitsu auxilia um idoso a atravessar uma avenida na Tijuca, no Rio de Janeiro. Nem toda força vem dos músculos. Ele se posta à frente com a sua moto, contendo o trânsito. Passos lentos em meio à correria da cidade grande. Alguém buzina. Talvez não veja a cena que, mais tarde, alcançará milhares de pessoas pelas redes sociais.
No teto solar de um carro, um adolescente de boné vermelho e camisa azul acena para quem passa. Atrás e na lateral do veículo, os dizeres anunciam: última quimioterapia. Vencemos! Um policial desce da viatura para cumprimentá-lo. Outros pedestres se aproximam: vem dar um abraço, um beijo, apertar a mão. Ouvem-se gritos entusiasmados, buzinas, sorrisos se abrem, gestos de carinho ao encontro da alegria. Nem parece a avenida Paulista. Emocionado, ele agradece e retribui todo o amor que recebe.
Fevereiro de 2026. Chuvas intensas despejam grandes volumes de água sobre as cidades de Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. É preciso salvar vidas. Lembrar também dos cachorros, dos gatos e dos passarinhos. A solidariedade se torna urgente — e ela se faz presente.

